A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

domingo, 24 de setembro de 2017

APRESENTAÇÃO DO PRÉMIO "TESOUROS VIVOS DA MADEIRA E PORTO SANTO"




Porto Santo 7 de Setembro 2017 
Apresentação do prémio ""TESOUROS VIVOS DA MADEIRA E DO PORTO SANTO"" , com o alto patrocínio de Sua Alteza Real o Duque de Bragança!

A PEDRA DURA QUE DEFENDEU PORTUGAL: O CASTELO DE TORRES NOVAS

A imagem pode conter: céu, árvore, casa, atividades ao ar livre e natureza

Fundada por gregos na palavra de uns e por celtas na de outros, as origens de Torres Novas perderam-se nos séculos. A Hélade, sua conquistadora ou fundadora, chamou-lhe Neupergama; mais tarde, com a vinda de Roma, a cidade passou a conhecer-se como Nova Augusta. As invasões bárbaras e a queda do império do Ocidente causaram, como por toda a parte, o definhamento das cidades, e Nova Augusta, agora "Turris", não foiexcepção no processo. Não é de crer que fosse localidade muito grande quando Afonso Henriques, rei dos portugueses, a tomou dos mouros durante a sua imparável marcha para sul. Os novos detentores do sítio chamaram-lhe Torres "Novas", de maneira a que o castelo se distinguisse de outro "Torres" - Torres "Vedras", ou Velhas - que Afonso conquistara perto de Lisboa. A evolução toponímica é marcada pela documentação régia de então: simples "Torres" em carta datada de 1159, a localidade apareceria já como "Torres Vedras" no testamento de Dom Afonso, vinte anos posterior.

Por ocasião das Guerras Fernandinas, Torres Novas foi sitiada por Henrique II de Castela. A hoste castelhana chegou vinda de Santarém, que conquistara a Portugal, para impor cerco a Torres Novas e forçá-la à capitulação. A história lembra a do castelo de Faria, e narra a captura do filho do Alcaide de Torres Novas, Gil Pais, que defenderia a vila. Henrique II terá exigido a rendição a troco da vida do moço, o que o pai, fiel ao Rei, recusou. O rapaz foi enforcado, e Torres Novas resistiu. Depois da guerra, Dom Fernando mandou reparar aquela e outras fortalezas, reerguendo-se a de Torres Novas com um total de onze torres.

A fortaleza sofreu fartos estragos ao longo dos séculos. Linha da frente com os mouros, sofreu deles repetidas contra-investidas e, dos portugueses, as consequentes reparações; saiu muito danificado do grande sismo de 1755, que o destruiu em parte. No século XIX, conheceu a fúria da França imperial e foi quartel-general de Massena. Na guerra civil, ainda, foi vitimada por grande destruição. Fiel a Dom Miguel, Rei Absoluto, Torres Novas foi conquistada pelo Duque de Saldanha e submetida a novo episódio de violências. Extremamente enfraquecida e muito diminuída, a fortaleza foi salva na década de 1940 pela Direcção-geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais como parte da notável campanha de restauro patrimonial da instituição.

RPB

Foto de Nova Portugalidade.

Foto de Nova Portugalidade.

sábado, 23 de setembro de 2017

VALE A PENA VER DE NOVO: ENTREVISTA DA TDM (MACAU) AO DUQUE DE BRAGANÇA




A bandeira da Monarquia nunca esteve tão presente em Portugal como no ano em que se assinalou um século sobre a implementação da República. Os ecos da insatisfação da causa real chegaram mesmo a Macau, com as insígnias monárquicas a serem hasteadas no Consulado Geral de Portugal. Centro e três anos após a deposição de D. Manuel II são muitos os que defendem a restauração da monarquia e é um Portugal alternativo aquele que se discute neste TDM Entrevista. D. Duarte de Bragança, herdeiro do trono português, à conversa com a TDM.

ROMA NÃO PAGA A TRAIDORES


Em 155 a.C., o Império Romano dominava já todo o território leste e sul da Península Ibérica. Nesse mesmo ano começa a chamada Guerra Lusitana.
Entre 155 e 150 a.C. os combates sucedem-se, quase sempre favoráveis aos lusitanos. Até que, neste último ano, os lusitanos sofrem um grande revés. Tal deve-se à promessa do governador romano, Galba, de oferecer terras aos lusitanos. Mas a promessa era uma cilada. Com os lusitanos concentrados em poucos lugares perto dos romanos, Galba promoveu uma chacina.
Após a matança de Galba, segue-se um período de relativa acalmia. Até que no ano 147 a.C., os lusitanos irrompem num novo ataque aos romanos. Nesta altura, o governador romano Vetílio propõe um novo acordo de paz. Mas contra esse acordo levanta-se Viriato, um sobrevivente da chacina de Galba, que, lembrando aos lusitanos a perfídia dos romanos, apela à resistência.
Viriato, aclamado como "rei" (Dux Lusitanorum), venceu o governador Vetílio. Os romanos reagiram, mas foram quase sempre vencidos em batalha.
Para Roma, a guerra estava a revelar-se um verdadeiro fracasso. Após vários desaires e uma pesada derrota em 140 a.C., os romanos propõem novamente a paz. Viriato firma o tratado e recebe o título de "amigo do povo romano" (amicus populi romani). No Senado Romano, porém, este tratado é visto como uma humilhação, e no ano seguinte, Roma rompe as tréguas e envia um novo governador para terminar a guerra.
O novo governador romano, Cipião, desencadeou uma ofensiva fulgurante, mas Viriato mantém a superioridade militar e força-o a pedir a paz. Envia três emissários para negociar com Cipião, mas este suborna-os, prometendo-lhes grandes recompensas caso matassem Viriato. E assim aconteceu. Enquanto dormia, Viriato foi assassinado à punhalada.
Os lusitanos, enfraquecidos, acabaram por ser derrotados pelos romanos. A morte de Viriato marcou o início da ocupação romana do ocidente da Península Ibérica.
Quanto aos traidores, estes refugiaram-se em Roma, reclamando o prémio prometido. No entanto, as autoridades romanas ordenaram a sua execução em praça pública, onde ficaram expostos com as inscrições: "Roma não paga a traidores".


Fonte: Veritatis

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

DOM DUARTE, DUQUE DE BRAGANÇA, PRÍNCIPE DE PORTUGAL

Foto de Associação dos Autarcas Monárquicos.

“Hoje a dívida externa portuguesa é de 130, 140 por cento do produto interno bruto, quer dizer que o país está falido. Está falido porque deram o dinheiro em excessivo e gastaram com esta gente que não soube fazer as contas, não percebeu ou não quis perceber que gastar o que não se tem em iniciativas que não produzem riqueza, (…) que com este dinheiro nós não vamos aumentar a nossa produção de riqueza. Para aumentar a nossa produção de riqueza devia ter investido em facilitar as estruturas de apoio à iniciativa privada e diminuir os custos da administração pública. 

Não faz sentido que uma percentagem elevadíssima dos nossos impostos seja gasta para sustentar uma administração pública que é pouco rentável.”


Dom Duarte Pio de Bragança, Duque de Bragança e príncipe de Portugal, esteve à conversa com a NO Revista este mês de Agosto, após mais uma visita ao arquipélago açoriano. A NO Revista de Setembro conta com uma entrevista exclusiva ao Duque de Bragança em que debateu a situação social e económica actual do país e da Região.

Fonte: NO Revista de Setembro.

LANÇAMENTO DO LIVRO "PORQUE SOU MONÁRQUICO" DE GONÇALO RIBEIRO TELLES


A Real Associação de Lisboa, através da sua recém criada chancela Razões Reais, tem o prazer de anunciar que está a preparar o lançamento do livroPorque sou Monárquico” do Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, uma antologia de textos políticos até agora dispersos, compilada por Vasco Rosa.

A cerimónia terá lugar no Centro Nacional de Cultura no próximo dia 4 de Outubro, quarta‑feira, pelas 18:30 com entrada pela Rua António Maria Cardoso nº 68 – 1º.

Esta iniciativa editorial é uma homenagem ao prestigiado homem de pensamento e doutrinador monárquico e contará com as intervenções do Doutor Guilherme d’Oliveira Martins e do Arquitecto Fernando Santos Pessoa seu biógrafo e colaborador.

Contamos com a presença dos nossos associados e amigos.

Dada a limitação de lugares na sala agradecemos o favor da sua reserva através do endereço secretariado@reallisboa.pt, pelo telefone 21 342 81 15 ou presencialmente na nossa Sede nos horários habituais.

Com os nossos melhores cumprimentos,



A Direcção
Real Associação de Lisboa
Praça Luís de Camões, 46 2° Dto
1200-243 Lisboa
Tlf.: (+351) 21 342 81 15
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Real Associação de Lisboa

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

ÚLTIMO DIA PARA INSCRIÇÕES NAS JORNADAS DO PATRIMÓNIO DA JMP-PORTO

Foto de JMP Porto.

Em Setembro a JMP Porto associa-se à celebração das Jornadas Europeias do Património, este ano dedicadas à relação entre «Património e Natureza». Esta é uma iniciativa conjunta do Conselho da Europa e da União Europeia, coordenada em Portugal pela Direcção-Geral do Património Cultural.

Mais info. em: www.facebook.com/events/1714954508807454

DUQUES DE BRAGANÇA EXALTAM PATRIMÓNIO DE ANGRA DO HEROÍSMO




Na passagem pela Terceira, os Duques de Bragança, D. Duarte Pio e Dona Isabel de Herédia, visitaram a cidade de Angra do Heroísmo e conheceram a costa sul da ilha a bordo de um veleiro. A Vitec esteve à conversa com o casal e, ainda, com o presidente da Real Associação da Ilha Terceira, Fernando Sieuve de Meneses.


AzoresTV by VITEC

Foto de Belinha Miranda.

"Dom Duarte Pio e Dona Isabel de Herédia estiveram entre 23 e 25 de Agosto, em visita particular à ilha Terceira, sendo a primeira vez que a Duquesa de Bragança visitou esta ilha, ficando bem impressionada com a cidade de Angra do Heroísmo, pelo impecável traçado das ruas, arquitectura das suas casas, os monumentos e a riqueza interior das igrejas, como o Santuário de Nossa Senhora da Conceição que visitou a convite do respectivo Reitor, cónego Francisco Dolores Monteiro Borges de Medeiros.
No princípio da tarde do dia 24, estiveram de visita ao mais belo palácio municipal."


CARTA A UM JOVEM AMIGO SOBRE A LIBERDADE E O REI

João Mattos e Silva

Caro Amigo,

Não nasci numa família tradicionalmente monárquica; não tive uma formação política monárquica; li na biblioteca da casa dos meus pais tanto as biografias dos Reis D. Carlos e D. Manuel II, de Rocha Martins, como a História da República, de Lopes de Oliveira; sabia que o meu pai era um republicano que fora monárquico na sua juventude e que a minha mãe era simpatizante monárquica, apesar do meu avô ter sido um republicano idealista que se desiludiu cedo com o regime. A verdadeira formação política que tive foi para a liberdade e foi usando dessa liberdade, que me foi inculcada desde criança, que cinquenta anos após a implantação da república me fiz monárquico e aderi à Causa Monárquica, como afirmação dessa liberdade.

Fiz um percurso de militância, prossegui um percurso de reforço da formação política com os doutrinadores integralistas, mas fui sempre questionando as suas proposições quanto à liberdade: apesar de ter sido com eles que aprendi que Nos liberi sumus, Rex noster liber est, manus nostrae nos liberverunt (Nós somos livres, nosso Rei é livre, nossas mãos nos libertaram).

O contacto com monárquicos que não se reviam na doutrina integralista, a leitura de autores, portugueses e estrangeiros, que defendiam o liberalismo monárquico, a aprendizagem da História do século XIX, levou-me a outras conclusões e a outras escolhas. Mas sempre me marcou esse “grito de Almacave”: Nós somos livres e o nosso Rei é livre.

Olhando estes cem anos, o que continuo a ver, a par de outros erros, é a falta de liberdade que tem perpassado pela sua história: a repressão contra os monárquicos e os católicos; a repressão da imprensa adversa do poder constituído em cada momento; o assassínio político; as revoluções como forma de alternância política na I República; a censura, a prisão, a tortura de oposicionistas ao regime na II República; as tentativas de controlar a imprensa e as vozes públicas discordantes e incomodativas para o Poder nesta III República, onde, apesar disso, a liberdade existe e muitos dos excessos das anteriores foram banidos, vivendo-se numa Democracia, embora imperfeita e a necessitar de ser reformada em nome das liberdades dos cidadãos, asfixiados pela partidocracia e pela plutocracia. Comum a todas as repúblicas, vejo também a falta de liberdade dos Presidentes, eleitos por sufrágio directo com o apoio de um ou mais partidos, ou escolhidos pelos directórios partidários e eleitos por maioria por colégios eleitorais, mas todos reféns de uma ideologia e de formações políticas a que estão ligados, representantes de uma facção e não de todos os cidadãos do país, parte da luta pelo Poder de uns contra os outros, presos a compromissos políticos e económicos assumidos no apoio às suas candidaturas.

Estou certo, caro amigo, que porque nasceste já num regime Democrático, nunca pensaste que no topo do edifício político do Estado, que há trinta e cinco anos foi erguido sob a bandeira da liberdade, está alguém que o representa e chefia que não é livre. E o Chefe do Estado tem de ser livre, como gerador e garantia da nossa liberdade.

Por isso, e em nome dela, te convido a fazer a escolha da liberdade ao querer e lutar pelo regresso do Rei, livre de todas as pressões políticas e económicas, de todas as ideologias, acima das facções, comprometido apenas com a nação que fomos, somos e seremos. Para que também tu possas dizer, como eu, “Nós somos livres, o nosso Rei é livre, nossas mãos nos libertaram”.

Um abraço amigo.

João Mattos e Silva, in Diário Digital (19-Jul-2010).

Texto recuperado do blog da Real Associação de Lisboa.



quarta-feira, 20 de setembro de 2017

NÃO, PORTUGAL NÃO QUER SER ESPANHOL; PORTUGAL É ORGULHOSAMENTE PORTUGUÊS

 

I. De acordo com uma sondagem realizada pelo espanhol "Real Instituto Elcano", desejariam uma "união política" com a Espanha uns 78% dos portugueses. O "estudo" é anunciado a poucos dias do referendo sobre a independência da Catalunha e, como parece evidente, é à Catalunha que se dirige. O argumento aparente é que a secessão daquela região espanhola é tanto mais descabida quanto a liberdade nacional seria, quatrocentos anos sobre a Restauração de 1640, um fardo indesejado para os portugueses.
 
II. A Nova Portugalidade condena o "estudo", cuja pergunta é lesiva da honra nacional e o suposto resultado denunciado como falso pelo coração de todos os portugueses. Herdeiros de uma nação quatrocentos anos mais antiga que a Espanha, os portugueses pegaram repetidamente em armas em defesa da sua liberdade colectiva. Não podem, pois, deixar de sentir-se ofendidos quando organização estrangeira, prosseguindo propósitos em tudo alheios a Portugal, põe em questão liberdade que levou tanto sangue e tantos séculos a conquistar. Como sempre ao longo da sua longa História, os portugueses prezam a independência nacional acima de todas as outras coisas, e por nada a sacrificariam.
 
III. Fazer do falseamento da vontade pública portuguesa uma arma na política interna de Espanha - e, no caso, na questão catalã - é a todos os títulos intolerável. Contando o dito "Real Instituto" com SM o Rei de Espanha como seu presidente de honra e com figuras como José Maria Aznar e José Luís Rodríguez Zapatero como dirigentes destacados, exige a honra portuguesa que o governo faça chegar protesto firme a Madrid por acção que só pode ser caracterizada como pouco amigável, se não mesmo hostil.
 
Os povos da Ibéria são irmãos e genuinamente amigos. Julgamos falar por maioria larga dos portugueses quando afirmamos que, sobre o problema catalão, tudo o que Portugal deseja é que este se resolva da melhor maneira, seja ela qual for a eleita pela Catalunha e restante Reino de Espanha. O que não podemos tolerar é que o bom nome de Portugal fique manchado em querela que lhe não diz respeito e por instituição de país a que os portugueses não dirigem mais que amizade. A instrumentalização de Portugal e a falsificação da vontade nacional só podem, pelo contrário, causar indignação legítima e perigar os laços profundos que unem os povos ibéricos.
 
A Nova Portugalidade
 


A CIDADE DE AVEIRO EM MEADOS DO SÉCULO XVIII (E ANTES)

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Aveiro teve muralhas durante cerca de 4 séculos (início do século XV – início do séc. XIX)

Especialidade dos políticos aveirensesdemolições

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1. Igreja Matriz de S. Miguel (demolida)
02. Igreja do Espírito Santo (demolida)
03. Convento de S. Francisco (actual PJ)
04. Convento de S. Domingos (demolido)
05. Torre da Porta de Rabães (demolida)
06. Igreja da Misericórdia
07. Aqueduto abastecimento água (demolido)
08. Igreja da Vera Cruz (demolida)
09. Capela de S. Paulo (demolida)
10. Muralha de Aveiro (demolida)
11. Ponte da Ribeira (substituída)

terça-feira, 19 de setembro de 2017

CARDEAL DE ALPEDRINHA: O PORTUGUÊS QUE NÃO QUIS SER PAPA

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Nascido Jorge Martins em Alpedrinha, terra das Beiras, era humilde filho do caseiro de uma quinta. Damião de Góis diz da família que seriam "gente muito baixa, popular e pobre", o que parece confirmar-se pelo destino que o rapaz, fugido da terra de origem, veio a conhecer em Santarém: foi guardador de porcos, trabalho decerto honrado, mas tão desprestigiado para um moço nascido em 1406 como nos nossos dias. Seja como for, a sorte de Jorge mudou ao ter maneira - que lhe chegou por via da Igreja, verdadeiro elevador social - de frequentar a universidade, que então se situava em Lisboa. Cumpriu lá a formação que se esperava de um homem da Igreja e foi capelão no Hospício de Santo Estói. Tornou-se reputadíssimo latinista, chegando a confessor de Dom Afonso V. O Rei enviou-o em missão a Paris, que Jorge cumpriu como diplomata e onde aproveitou para prosseguir os estudos.

Homem verdadeiramente notável, de inteligência brilhante e reconhecida, Jorge Martins tornou-se Dom Jorge da Costa ao ser elevado a Bispo de Évora, que foi por um ano após 1463. Foi depois Arcebispo de Lisboa até 1501 e, dali à sua morte, Arcebispo de Braga e, por isso, Primaz das Espanhas. Em 1476, Sisto IV fê-lo cardeal. Em 1483, contudo, Alpedrinha abandonou o Reino para lhe não mais regressar. Incompatibilizado com Dom João II, que sucedera a Dom Afonso V em 1481, o Cardeal Jorge da Costa mudou-se para Roma, de onde nunca deixaria de ir estendendo a sua influência. Ao governo de muito da Igreja portuguesa, que manteve de Roma, foi-lhe adicionado o de numerosas dioceses italianas. Ao longo da carreira, Alpedrinha, como a História o registou, foi Bispo de Évora, Porto, Viseu, Algarve e Ceuta, assim como Arcebispo de Braga e Lisboa. Em 1503, foi eleito Papa pelo Colégio dos Cardeais, mas recusou receber a Tiara papal. Fê-lo Júlio II que, diz-se, recusaria já Papa a vénia do cardeal português por entender que devia ter sido aquele a herdar os destinos da Igreja.

Vindo do nada para tornar-se um dos homens mais influentes da Igreja e da Europa do seu tempo, Dom Jorge da Costa morreu em 1508 aos 102 anos. Se a tivesse desejado, poderia ter sido o segundo filho de Portugal a sentar-se na cadeira de Pedro.

domingo, 17 de setembro de 2017

MORREU UM GRANDE MONÁRQUICO: JOÃO MATTOS E SILVA, 1º PRESIDENTE DA CAUSA

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Foto de Juventude Monárquica Portuguesa.

Morre Um dos nossos primeiros

Hoje (16/09), consternadamente, soubemos da morte do João Mattos e Silva. Foi, entre tantas coisas boas, um dos nossos Primeiros!
Não apenas o primeiro Presidente Eleito da Causa Real;
Não somente um dos Primeiros na militância, na dedicação e na lealdade inquestionável à Casa Real Portuguesa.
Mas, principalmente, um dos Primeiros da Sua geração no pensamento, na reflexão e na acção politica!
A Ele devemos muito do vigor que o Movimento ainda tem. Nunca contemporizou com mediocridade, com a tibieza, com o politicamente correcto…. Sempre foi frontal nas Suas opiniões, integro nas Suas convicções e intransigente nos Seus valores.
Isabel, a Católica disse a propósito da morte do Rei Dom João II, uma frase que a História imortalizou – “ Morreu o Homem!”. Nós, em representação da Causa Real e do Movimento Monárquico dizemos que, pelo menos, morreu um dos Homens Bons de Portugal. E o Primeiro a servir a Pátria e o Rei, na Presidência do Movimento que hoje representamos.
Ao Amigo e correligionário fica o nosso eterno agradecimento e a nossa imensa saudade que, neste momento tão difícil, queremos partilhar com a Família do João e com a toda a “Família” Monárquica que sempre abraçou, apoiou e estimulou.
O João cuja Fé nos permite pensar que hoje goza com Deus as bênçãos da Vida Eterna, será sempre um exemplo eterno de Vida e de Esperança para as Novas Gerações.
Nós não nos cansaremos de O lembrar! Obrigado, João!
A Direcção da Causa Real


Foto de Juventude Monárquica Portuguesa.
No ano passado na Academia de Verão da JMP, em Vila Franca de Xira, o Dr. João Mattos e Silva marcou a sua presença como orador para falar sobre a História da Juventude Monárquica no Passado, Presente e Futuro. 
Obrigado João.
Hoje (16/09) é um dia muito triste para a Causa Real e para a Juventude Monárquica Portuguesa. 
O nosso querido João Mattos e Silva partiu para o descanso eterno. 
A JMP presta a sua Homenagem e apresenta os seus mais sentidos pêsames à Família.




Foto de Real Associação de Lisboa.

Foto de Real Associação de Lisboa.

É com o mais profundo pesar que comunicamos o falecimento do nosso associado JOÃO MATTOS E SILVA, exemplo de dedicação ao Ideal Monárquico, sendo de destacar o frutuoso trabalho como presidente da Juventude da CAUSA MONÁRQUICA, mais tarde como primeiro presidente eleito da CAUSA REAL, e em tempo mais recente presidente da REAL ASSOCIAÇÃO DE LISBOA. 

Dirigiu a Real de Lisboa no momento mais crítico da vida da instituição, e conseguiu reunir e liderar um grupo de associados que reergueram e renovaram a associação, num esforço continuado pelos elencos directivos que se seguiram.


Nunca o João Mattos e Silva, mesmo quando passou formalmente o testemunho, deixou de prestar o seu apoio, dar a sua opinião, partilhar a sua imensa experiência, num labor associativo difícil de igualar.

Apresentamos à família enlutada as nossas sentidas condolências, informando os associados e simpatizantes que as exéquias terão lugar na Igreja de São João de Deus, à Praça de Londres, Lisboa :

- Velório, Domingo, a partir das 17h;
- Missa de Corpo Presente na Segunda-feira, às 10h30, seguindo depois o cortejo fúnebre para o cemitério do Alto de São João.


A DIRECÇÃO



A REAL ASSOCIAÇÃO DA BEIRA LITORAL, CONSTERNADA COM A TRISTE NOTÍCIA DO FALECIMENTO DO GRANDE AMIGO JOÃO MATTOS E SILVA, ASSOCIA-SE AO PROFUNDO LUTO DE TODO O MOVIMENTO MONÁRQUICO E MANIFESTA OS MAIS SENTIDOS PÊSAMES À FAMÍLIA ENLUTADA.

DEUS LHE DÊ O ETERNO DESCANSO ENTRE OS ESPLENDORES DA LUZ PERPÉTUA! 

QUE DESCANSE EM PAZ!

A IMPORTÂNCIA E O PATRIMÓNIO ESPIRITUAL DA PORTUGALIDADE




AFONSO DE ALBUQUERQUE, O CHEFE MILITAR, O DIPLOMATA E O ESTADISTA


Fonte: O Adamastor

sábado, 16 de setembro de 2017

DUQUES DE BRAGANÇA NA ABERTURA DO "THE DUKE OF EDINBURGH'S AWARD"

Foto de Real Associação da Madeira Madeira Royal Society.

"The Duke of Edinburgh's Internacional Award"
Abertura do Congresso Internacional - cocktail com a presença de Suas Altezas Reais os Duques de Bragança!!!
Fim de tarde agradabilissimo!!!
A Enfertuna animou e bem esta tarde!!!
 

Real Associação da Madeira Madeira Royal Society




Os discursos de abertura da 10.ª Conferência Regional EMAS (Europe, Mediterranean and Arab States) promovido pela Fundação Prémio Internacional Duque de Edimburgo e quem, em Portugal, tem no Prémio Infante D. Henrique o parceiro, foram virados para os jovens, aqueles cujo carácter em tempos conturbados como os que vivemos é preciso moldar e fortalecer.

Perante representantes de 18 países, falaram sobre os temas em discussão, mas também dos desafios que se colocam à juventude, por esta ordem: D. Duarte, Duque de Bragança, Miguel Horta Costa, presidente do júri do Prémio Infante D. Henrique, John May, secretário-geral da Fundação Prémio Internacional Duque de Edimburgo, Madalena Nunes, vereadora da Câmara Municipal do Funchal, Kirsty Hayes, embaixadora britânica em Portugal e, por fim, Miguel Albuquerque, presidente do Governo Regional da Madeira.

Num resumo do seu discurso, feito de improviso e, à semelhança dos restantes citados, feito em inglês, o governante disse aos jornalistas que o “prémio existe desde há 60 anos e é uma iniciativa muito importante em termos da educação informal”, frisando que embora saibamos hoje que “educação formal é necessária e essencial, mas há outra educação que é dada fora da escola, através de iniciativas como esta, que são muito importantes na formação dos valores, no sentido de responsabilidade e de cidadania para as novas gerações”.

Miguel Albuquerque acrescentou que, sobretudo, deve-se tem em conta “que através desta iniciativa, que tem tido a adesão de milhões e milhões de jovens em todo o mundo, eles sentem-se realizados naquilo que é a sua capacidade de auto-realização, de perseverança, de espírito de aventura, de iniciativa, de sentido de responsabilidade e de solidariedade”, exemplificou. E apontou o desafio: “Num mundo, hoje, onde os desafios de mudança, muitas vezes, são tão rápidos em que a própria educação formal não tem capacidade de resposta, esta educação informal é sempre importante, porque independentemente das mudanças, os valores fundamentais da cidadania, de ligação aos outros e de voluntariado, vão ser sempre melhores para termos uma sociedade melhor.”
A Conferência, que se realiza pela segunda vez em Portugal (a primeira decorreu no Estoril), foi uma conquista da Madeira, que se candidatou à organização através de fundos comunitários.

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Prémios Duque de Edimburgo e Infante D. Henrique realizam evento no Funchal

Fazer revolução pela educação


As ideias lançadas ontem nos discursos de abertura da 10.ª Conferência Regional EMAS (Europe, Mediterranean and Arab States), promovida pela Fundação Prémio Internacional Duque de Edimburgo e que, em Portugal, tem no Prémio Infante D. Henrique o parceiro, foram virados para os jovens, aqueles cujo carácter em tempos conturbados como os que vivemos é preciso moldar e fortalecer através da educação e, no caso, da educação informal.
Perante representantes de 18 países, falaram sobre os temas em discussão, mas também dos desafios que se colocam à juventude, por esta ordem: D. Duarte, Duque de Bragança, Miguel Horta Costa, presidente do júri do Prémio Infante D. Henrique, John May, secretário-geral da Fundação Prémio Internacional Duque de Edimburgo, Madalena Nunes, vereadora da Câmara Municipal do Funchal, Kirsty Hayes, embaixadora britânica em Portugal e, por fim, Miguel Albuquerque, presidente do Governo Regional da Madeira.
Num resumo do seu discurso, feito de improviso e, à semelhança dos restantes citados, feito em inglês, o governante disse aos jornalistas que o “prémio existe desde há 60 anos e é uma iniciativa muito importante em termos da educação informal”, frisando que embora saibamos hoje que “educação formal é necessária e essencial, mas há outra educação que é dada fora da escola, através de iniciativas como esta, que são muito importantes na formação dos valores, no sentido de responsabilidade e de cidadania para as novas gerações”.
Miguel Albuquerque acrescentou que, sobretudo, deve-se tem em conta “que através desta iniciativa, que tem tido a adesão de milhões e milhões de jovens em todo o mundo, eles sentem-se realizados naquilo que é a sua capacidade de auto-realização, de perseverança, de espírito de aventura, de iniciativa, de sentido de responsabilidade e de solidariedade”, exemplificou. E apontou o desafio: “Num mundo, hoje, onde os desafios de mudança, muitas vezes, são tão rápidos em que a própria educação formal não tem capacidade de resposta, esta educação informal é sempre importante, porque independentemente das mudanças, os valores fundamentais da cidadania, de ligação aos outros e de voluntariado, vão ser sempre melhores para termos uma sociedade melhor.”
“Fazer a revolução através da educação”
Das outras intervenções, destaque para os de John May, que lembrou que o programa por eles ministrado já chegou a mais de nove milhões de jovens em 140 países, ocorrendo agora quiçá num momento tão importante que é o deixar, à próximas gerações, o futuro do mundo. “Trabalhamos por todo o mundo para organizar a revolução na educação, porque nós, tal como tantos outros, reconhecemos que um qualquer jovem se terá de estar devidamente preparado para a vida adulta, então não é suficiente dar-lhe uma educação académica de alto nível. É essencial dar-lhes as capacidades, os comportamentos e as atitudes que precisam para ser adultos bem sucedidos. E a única forma de isso ser feito é estender o ensino para fora das salas de aula e para a comunidade”, explicou. Não é algo novo, lembrou, já que nos fundamentos da Fundação que dirige, estão os “Seis Declínios da Moderna Juventude”, ideias elaboradas por Kurt Hahn, educador alemão com forte influência na educação do Duque de Edimburgo, o Príncipe Filipe, marido da Rainha Isabel II. Também há quatro ‘antídotos’ (ver destaque) que facilmente são transportados para 2017, para “o desenvolvimento do carácter”, concluiu.
A Conferência, que se realiza pela segunda vez em Portugal (a primeira decorreu no Estoril), foi uma conquista da Madeira, que se candidatou à organização através de fundos comunitários. Continuará numa das salas do Casino Park Hotel até amanhã, 13 de Setembro.
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Os seis declínios e os quatro antídotos
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Declínio da aptidão devido aos métodos modernos de locomoção [movendo-se];
Declínio de Iniciativa e Empresa devido à doença generalizada da ‘espectatorite’;
Declínio da memória e da imaginação devido à confusa agitação da vida moderna;
Declínio da habilidade e cuidados devido à tradição enfraquecida do artesanato;
Declínio da autodisciplina devido à disponibilidade sempre presente de estimulantes e tranquilizantes;
E o pior de tudo, o Declínio da Compaixão devido à pressa indecorosa com que a vida moderna é conduzida, ou como William Temple chamou de ‘morte espiritual’.
... e os antídotos
Treino físico;
Expedições;
Projectos;

Resgate.

Fonte: DN