A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

OS JESUÍTAS E SÃO FIEL: A HISTÓRIA DE UM COLÉGIO TRAÍDO (E AGORA ARDIDO)

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A instituição fundada no século XIX, aos pés da Serra da Gardunha, ardeu esta semana num incêndio que não apaga o valor de um edifício histórico para os jesuítas e para o ensino em Portugal.

O prenúncio está logo nas cartas de S. Francisco de Xavier. Ainda a Companhia de Jesus tem dentes de leite e já o missionário explica a Sto. Inácio que costuma ensinar o catecismo através de músicas e jogos de palavras fáceis de decorar. É a primeira relação pedagógica da Companhia, umas pequenas frases envergonhadas, se as compararmos com toda a produção pedagógica que se seguiu.
A inesperada vocação professoral dos Inácios marcou toda a História do Ocidente. Basta o nosso exemplo: só nos anos 30 do século passado é que voltou a haver igual número de alunos nas escolas ao que havia antes da expulsão Pombalina, foi no Colégio jesuítico de Santo Antão que funcionou por mais de um século a Aula da Esfera — viveiro matemático dos cálculos que tanto serviram e resultaram dos nossos descobrimentos — e foi nos seus colégios modernos, de Campolide ao S. João de Brito, que se educou uma boa parte dos protagonistas dos últimos séculos – dos Integralistas Pequito Rebelo ou Pinto Mesquita ao inesperado Pinto da Costa.
Todo o ensino da Europa se fez ao arrepio ou em concórdia com os métodos Jesuíticos. Numa actualização do método escolástico das questões de Quodlibet, que punham o centro do ensino na contestação das teses apresentadas, os Jesuítas trouxeram para a Era Moderna um método que divisava as classes em dois campos, Roma e Cartago, que se digladiavam em permanência, com cada grupo a farejar constantemente os erros opostos e a contestar as teses apresentadas. A exegese com o objectivo de encontrar a falha, espicaçada pela concorrência, procurava versar os alunos no pensamento crítico e no rigor (pois cada aluno sabia que teria sempre um adversário no encalço) que os adversários sempre negaram aos Jesuítas. O teor do ensino, que tem uma boa descrição na biografia que Edgar Prestage fez de D. Francisco Manuel de Melo ou na famosa História da Companhia de Jesus na Assistência de Portugal, de Francisco Rodrigues, moldou o cânone do pensamento moderno: de Pascal a Descartes, com o Colégio de la Flèche, até à geração de Teodoro de Almeida e Verney, a educação e a Cultura Jesuítica estiveram sempre no centro dos debates culturais.
Ora, é dessa altura que saem as mais fortes contestações ao ensino dos mestres da sotaina, e também dessa altura que nasce, indiretamente, grande parte do prestígio do Colégio de São Fiel.
Com o relaxar da perseguição religiosa que caracterizou o princípio do liberalismo, voltam a aparecer os colégios, reformatórios e orfanatos a cargo de padres e outros religiosos. Entre esses surge, graças à boa vontade de um Frei Agostinho da Anunciação, um orfanato singelo, insulado na encosta meridional da Serra da Gardunha, que o próprio fundador veio a entregar, contra a vontade dela, à Companhia de Jesus.
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A interpretação mais relaxada das leis liberais, que permitiam tomar como habilitado para ensinar, não quem tivesse a habilitação examinada pelo Estado, mas quem quer que o reitor julgasse habilitado na matéria, aliado à formalidade de passar a posse do Colégio para Jesuítas estrangeiro, já que às Ordens portuguesas não era permitido que possuíssem colégios, deu à Companhia um Colégio irmão ao de Campolide, em Lisboa.

Uma devoção científica

A letra da lei podia ser contornada facilmente e sem escândalo, já que até a generalidade dos políticos educava a prole nos Colégios religiosos; o espírito que a motivara, porém, era mais difícil de contrariar.
À acusação vinda dos tempos de Pombal, de que os Jesuítas coleavam entre os corredores do poder, moldando as consciências à seu bel-prazer, São Fiel seria fraca resposta: de facto, o colégio conseguiu, graças à reputação pedagógica de que os Jesuítas gozavam, concentrar grande parte da burguesia do país nas suas salas. Às acusações de obscurantismo e falso saber, porém, os Jesuítas fizeram questão de lhe negar todo o fundamento. Para não haver margem para acusações de inimizade às ciências e aos avanços científicos do tempo, a Companhia apostou com êxito no ensino experimental e científico.
Do que lhe deve na curiosidade intelectual e mesmo na direcção dos seus interesses, deu testemunho Egas Moniz; porém, mesmo o Professor Cabral de Moncada, mais prudente em relação às alegrias do seu tempo de Colégio e mais permeável à imagem pública dos Jesuítas, conta nas memórias as condições privilegiadas que tinham para o ensino experimental: a imensa serra que circundava o Colégio, as constantes actividades ao ar-livre e o espírito varonil bem canalizado levavam naturalmente ao interesse pela botânica, ou pela zoologia, que Cabral de Moncada não dissociava de uma certa liberdade rural e exigência física que o Colégio impunha.
Os testemunhos de um e outro, porém, não dão conta da dimensão científica que teve São Fiel. Seria raro, mesmo numa Universidade, que coabitassem no mesmo espaço, ensinando jovens no seu percurso escolar, tantas personalidades com tanto mérito científico. A plêiade científica dos professores, em primeiro lugar, fundou em 1902 aquela que se viria a tornar a centenária Revista Brotéria, desdobrada em várias vidas, da Brotéria de Divulgação Científica à Brotéria de Cultura, com outras muito mais especializadas – como a Brotéria de genética – pelo caminho. Aquilo que poderia ser apenas uma modesta revista de colégio, em virtude da cultura e produtividade dos seus articulistas, tornou-se logo uma revista importante no meio científico. Foi a primeira Revista jesuíta inteiramente dedicada a matérias científicas e, note-se, de produção original, não de artigos de divulgação. Estes vieram depois, numa série paralela, alimentada pelos mesmos autores para financiar a revista científica. Dedicada a Félix Avelar Brotero, o eminente naturalista, a revista – cuja importância pode ser avaliada a partir do livro Ciência, Prestígio e Devoção, de Francisco Malta Romeiras – caracterizou novas espécies botânicas, tratou com rigor temas em voga, como o Darwinismo, e, com notável variedade, debruçou-se sobre bioquímica ou genética molecular. Francisco Malta Romeiras ensina que, no tempo de vida da Brotéria Científica (a cultural ainda vive) se classificaram 1327 novas espécies zoológicas e 887 novas espécies botânicas.
O corpo de redactores – professores de São Fiel — era notável: de Joaquim da Silva Tavares, que foi reitor de São Fiel e sócio da Academia das Ciências, até António da Costa e Oliveira Pinto, pioneiro em Portugal nos estudos de radiologia, único português no 1º Congresso Internacional de Radiologia e que trabalhou no laboratório de Pierre e Marie Curie.
O interesse e o saber de tais professores passaria, naturalmente, para o Colégio. Não só a Gardunha foi palco de muitas das experiências e observações destes padres cientistas, como o próprio Colégio, dotado de um Herbário, de um Museu de História Natural e de um Observatório Astronómico, tinha condições científicas de excepção. A colecção de lepidópteros que Cândido Azevedo Mendes recolheu paulatinamente no Colégio, depois da nova expulsão dos Jesuítas, passou directamente para a Universidade de Coimbra; as observações astronómicas de São Fiel eram comentadas por Frederico Oom, director do Observatório Astronómico de Lisboa e vinham no relatório oficial do Observatório do Infante D. Luís.
O contributo do Colégio de São Fiel para a História da Ciência em Portugal é inestimável e não apenas pela qualidade dos professores. O zelo na educação científica era tal que Carlos Zimmermann introduzia, no princípio do século XX, o uso do microscópio nas suas aulas e, caso ainda mais singular, aquando do eclipse solar de 1905, os Jesuítas levaram alunos seus (de 13 e 16 anos!) a Burgos para, no meio de comissões de Astrónomos Internacionais, observarem os eclipses.
Ora, enquanto os Jesuítas introduziam os seus alunos nas experiências botânicas e astronómicas a que muitas vezes nem a Universidade os levaria, em Lisboa a loquela parlamentar continuava a discutir o obscurantismo Jesuítico, a inimizade da sotaina para com a ciência e a expulsão dos Jesuítas. As insistências de deputados republicanos pela extinção de São Fiel, o livro de Borges Grainha sobre o Colégio de Campolide ou o relatório de Sousa Refóios sobre São Fiel, que embora se rendesse à singularidade de existir no Colégio um laboratório de Química, considerava o ensino “reaccionário”, contribuíam para as acusações de fanatismo. Embora a estas acusações se contrapusesse com verdade que muitos dos delactores dos Jesuítas lhes confiavam a educação dos filhos, a verdade é que a opinião preconcebida de obscurantismo acabou, com a República, por vencer.

Os professores fugidos

As peripécias da nova expulsão conta-as Luís Gonzaga de Azevedo no seu livro Proscritos. Conta que após a implantação da República e a explosão de uma bomba no colégio de Campolide, a apreensão previsível tomou conta dos padres professores. As ameaças aos padres e ao Colégio começaram logo no dia 6 de Outubro, pelo que os Jesuítas tiveram de se refugiar em casas da região, protegidos pela boa-vontade local. As suspeitas de que os padres guardavam bombas e armamento, que já tinham motivado uma infrutífera busca a Campolide, justificaram as devassas dos pertences dos Inácios; os padres que não fugiram foram cercados no Colégio pela cavalaria a 13 de Outubro, enquanto aguardavam a prisão e as medições frenológicas a que depois foram sujeitos. Do colégio foram roubados livros, destruídas colecções zoológicas e científicas e vandalizado material enquanto se procurava o famoso e imaginário armamento.
Os jesuítas fugidos, cientes da vontade de tantos pais em submeter os filhos à sua educação, ainda organizaram, a partir dos restos do Colégio de Campolide, um novo colégio em Bruxelas. Este passou depois para a Galiza e, com uma vida um tanto atribulada, regresso anos depois a Portugal, com o nome oficial de Instituto Nun’Alvres e popular de Colégio das Caldinhas, em Santo Tirso. Das instalações, fez-se o campus da Universidade Nova de Lisboa. São Fiel, porém, não teve igual sorte. Os padres, desbaratados pelo mundo, chamados para o Instituto Nun’Alvres, fundado com grande dificuldade, não puderam continuar o colégio; o edifício teve uma vida intermitente e não desejada como reformatório, até cair no abandono.
Já seria uma perda para a região o esfumar daquela fachada sóbria e imponente, tão conhecida e simbólica para Louriçal do Campo e toda a Serra da Gardunha; também seria uma perda emocional a ruína de um colégio que guardava as memórias dos tempos de rapaz de tantos homens que marcaram, com mais ou menos distinção, o século passado. As memórias que Cabral de Moncada tem da “pedra grande” e que tantos terão da imensa paz que circunda a Serra. A perda de São Fiel, porém, não é apenas a perda de um Colégio. É a perda de um museu, com todos os restos de museus que ainda se encontravam lá dentro, cuja importância para a História da Ciência deve ser bem vincada.
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Carlos Maria Bobone
Fonte: Observador

terça-feira, 22 de agosto de 2017

O TERRORISMO E O EXEMPLO DA FAMÍLIA REAL ESPANHOLA


Cada vez mais vivemos tempos de angústia, de sobressalto e insegurança. A desagregação de uma sociedade baseada na instituição da Família e de uma organização jurídico-política, baseada em princípios de globalização que ameaçam as identidades nacionais e a independência dos Países, geraram em todo o mundo uma progressiva diluição dos valores ético-morais assentes na liberdade e na tolerância, valores que contribuíam para assegurar o equilíbrio sociocultural que presidia ao relacionamento entre os Estados e as Nações que os constituíam e legitimavam.

Aqui, tão perto, em Barcelona, ocorreu apenas mais um atentado violento da série trágica e intolerável de propagação do terrorismo no Mundo que ataca os valores da civilização ocidental e da matriz judaica cristã que a inspirou.

Não pretendo aproveitar este acto repugnante, para alertar para os perigos da destruição dos valores fundamentais que presidem à organização sociopolítica das Nações e dos Países, mas antes de homenagear aquilo que me parece evidente.

A atitude do povo espanhol que, mesmo fracturado em tantas autonomias de que a Catalunha é o exemplo maior, se uniu na dor de chorar os Seus e de defender aquilo que é verdadeiramente pertença de um sentimento comum de verdadeira ameaça à sua liberdade e identidade.

A atitude de um povo que embora dividido nas múltiplas facetas da mesma identidade, se reuniu em torno dos valores maiores que o representam. E a figura, o rosto dessa união, foi, sem nenhuma dúvida, o Rei Filipe VI. Que com o mesmo desassombro de Seu Pai quando exigiu silêncio ao ditador Hugo Chavez que ofendia violenta e desbragadamente o Povo Espanhol, disse agora em verdadeira representação dos povos da Espanha que “Nós não temos, nem teremos, medo”!

E essa para além de ser a frase certa, filha também ela do mesmo desassombro, é igualmente a única voz que poderia falar por todos, em nome de todos e, também, contra todos os que ofendem a liberdade e a identidade do povo Espanhol e da civilização Ocidental.

Não era, não foi, uma voz ou uma frase de circunstância no corropio politico de quem se quer, apenas, mostrar. Mas, antes, a frase e a voz firme e serenas de quem sabe o que representa, de quem genuinamente sente e interpreta o sentimento de um Povo unido na injusta ameaça que fustigou a sua dignidade e segurança.

António Sardinha dizia uma frase que, julgo, resume bem este momento e esta fotografia de um Rei a representar o Seu Povo e de um Povo a unir-se em torno do Seu Rei: ” A Alma o diz, e a Alma não se engana, que ver um Rei na sua força calma, é ver a Pátria com figura humana!”

Espanha tem o privilégio, nestes tempos difíceis, de ter “a Pátria com figura humana”!

António de Souza-Cardoso
Presidente da Causa Real


segunda-feira, 21 de agosto de 2017

PORTUGALIDADE VIETNAMITA: OS VIETNAMITAS "PORTUGUESES" (1600-1900)

Foto de Nova Portugalidade.

Os Dao-hoa-lang (sectários da religião dos portugueses), “seguidores da lei dos portugueses” ou, apenas, “ímpios” para as autoridades, os católicos do Tonquim, do Aname e da Cochinchina conheceram dois séculos de perseguições que emularam aquelas verificadas no Japão dos inícios do século XVII. As cartas dos jesuítas das missões do Japão e China, reunidas na colecção Jesuítas na Ásia, oferecem detalhada informação sobre as atribulações de uma comunidade que terá atingido 200.000 fiéis em meados do século XVIII.

Os Hoa-lang não reivindicavam qualquer ancestralidade portuguesa, mas julgavam integrar-se numa certa ideia de Portugal que se confundia com a religião que praticavam. Entre os cristãos, muitos eram os que falavam português e alguns haviam seguido para o seminário de Macau, pelo que as marcas da enculturação cristã assumiam também características da cultura, modos e hábitos portugueses .

MCB

domingo, 20 de agosto de 2017

DUQUES DE BRAGANÇA EM PORTO DE MÓS NA INAUGURAÇÃO DE EXPOSIÇÃO

Foto de Real Confraria do Santo Condestável S. Frei Nuno Stª Maria Álvares Pereira.

Foto de Fundação Histórico - Cultural Oureana.

Ontem a noite (11/08) no Castelo de Porto de Mós, na inauguração da exposição da Fundação Histórico - Cultural Oureana e da Fundação D. Manuel II, "Armas dos Heróis da Batalha Real" houve palestras de Vítor Portugal dos Santos e Carlos Evaristo alusivas a São Nuno e a Batalha Real. Estiveram a assistir os Senhores Duques de Bragança, a Princesa de Thurn und Táxis, o Padre D. Carlo Cecchin e o presidente e vice-presidente da Câmara. Especial guarda de honra as relíquias de São Nuno pelo Confrade Alcaide David Pereira e o corpo de escuteiros.

Foto de Fundação Histórico - Cultural Oureana.

Foto de Fundação Histórico - Cultural Oureana.

Foto de Fundação Histórico - Cultural Oureana.

Foto de Fundação Histórico - Cultural Oureana.

Foto de Fundação Histórico - Cultural Oureana.

Foto de Fundação Histórico - Cultural Oureana.

Foto de Fundação Histórico - Cultural Oureana.

Foto de Fundação Histórico - Cultural Oureana.

Foto de Fundação Histórico - Cultural Oureana.

Foto de Real Confraria do Santo Condestável S. Frei Nuno Stª Maria Álvares Pereira.

Foto de Real Confraria do Santo Condestável S. Frei Nuno Stª Maria Álvares Pereira.

Foto de Fundação Histórico - Cultural Oureana.

Foto de Fundação Histórico - Cultural Oureana.

Foto de Fundação Histórico - Cultural Oureana.

Foto de Fundação Histórico - Cultural Oureana.

Foto de Fundação Histórico - Cultural Oureana.

CRONOLOGIA DE EVENTOS DESDE A MORTE DE MAOMÉ ATÉ A PRIMEIRA CRUZADA

Foto de Belinha Miranda.

Século VII

632: Maomé morre.
633: Mesopotâmia cai face à invasão muçulmana. Segue-se a queda de todo o Império Persa.
635: Damasco cai.
638: Jerusalém é capitulada.
643: Alexandria cai terminando assim 100 anos de cultura helénica.
648: Chipre é atacado.
649: Chipre cai.
653: Rodas cai.
673: Constantinopla é atacada.
698: Todo o Norte de África é tomado pelos muçulmanos. São apagados os vestígios de cultura romana.

Século VIII

711: Hispânia é atacada. O reino visigodo colapsa.
717: Os muçulmanos atacam Constantinopla de novo e são repelidos pelo Imperador Leão III.
720: Narbona cai.
721: Saragoça cai. Avistamentos de muçulmanos na França.
732: Bordeus é atacada e as suas igrejas queimadas. Carlos Martel e o seu exército detêm os muçulmanos. Os ataques na França continuam.
734: Avinhão capturada por uma expedição muçulmana.
743: Lyon é saqueada.
759: Os árabes são expulsos de Narbona.

Século IX

800: Começam as incursões muçulmanas na península itálica. As ilhas de Ponza e Isquia são saqueadas.
813: Civitavecchia, o porto de Roma, é saqueado.
826: Creta cai perante as forças muçulmanas.
827: Os muçulmanos começam a atacar a Sicilia (sul da península itálica).
837: Nápoles repele um ataque muçulmano.
838: Marselha saqueada e conquistada.
840: Bari cai.
842: Mesina capturada e o estreito de Mesina controlado pelos muçulmanos.
846: Os esquadrões muçulmanos chegam a Ostia, na foz do Tiber, e saqueiam Roma e a Basílica de Sao Pedro. Tarento, em Apulia, é conquistado pelas forças muçulmanas.
849: O exército do Papa repele uma frota muçulmana na foz do Tiber.
853-871: A costa italiana desde Bari até Reggio Calabria é controlada pelos sarracenos. Os muçulmanos semeiam o terror no Sul de Itália.
859: Os muçulmanos tomam controlo de toda a Mesina.
870: Malta capturada pelos muçulmanos. Bari reconquistada aos muçulmanos pelo Imperador Luis II.
872: O Imperador Luis II derrota uma frota sarracena em Capua. As forças muçulmanas devastam Calabria.
878: Siracusa cai após um cerco de 9 meses.
879: O Papa João VII é obrigado a pagar aos muçulmanos um tributo anual de 25.000 mancusos (cerca de 625.000 dólares americanos modernos).
880: Os comandantes bizantinos conseguem uma vitória em Nápoles.
881-921: Os muçulmanos capturam uma fortaleza em Anzio e saqueiam as terras circundantes sem retaliações durante 40 anos.
887: Os exércitos muçulmanos tomam Hysela e Amasia, na Asia Menor.
889 Toulon capturado.

Século X

902: As frotas muçulmanas saqueiam e destroem Demetrias, na Tesalia, Grécia central.
904: Tesalónica cai perante as forças muçulmanos.
915: Após 3 meses de bloqueio, as forças cristãs saem victoriosas contra os sarracenos entrincheirados na sua fortaleza no norte de Nápoles.
921: Peregrinos ingleses a caminho a Roma são esmagados por uma derrocada de rochas causada pelos sarracenos nos Alpes.
934: Génova atacada pelos muçulmanos.
935: Génova conquistada.
972: Os sarracenos são finalmente expulsos de Faxineto.
976: O Califa do Egipto envia novas expedições muçulmanas ao sul de Itália. O Imperador Oto II, que tinha o seu quartel general em Roma, consegue derrotar os sarracenos.
977: Sérgio, arcebispo de Damasco, é expulsado da sua sede por los muçulmanos.
982: As forças do Imperador Oto II são emboscadas e derrotadas.

Século XI

1003: Os muçulmanos de Espanha saqueiam Antibes, na França.
1003-1009: Hordas de saqueadores sarracenos provenientes de bases na Sardenha saqueiam a costa italiana desde Pisa até Roma.
1005: Os muçulmanos da Espanha saqueiam Pisa.
1009: O Califa do Egipto ordena a destruição do Santo Sepulcro em Jerusalém, a tumba de Jesus.
1010: Os sarracenos apoderam-se da Cosenza, no Sul da Itália.
1015: A Sardenha cai completamente em poder muçulmano.
1016: Os muçulmanos de Espanha saqueiam de novo Pisa.
1017: Frotas de Pisa e Génova dirigem-se à Sardenha e encontram os muçulmanos a crucificar cristãos e expulsam o líder muçulmano. Os sarracentos tentarão retomar a Sardenha até 1050.
1020: Os muçulmanos de Espanha saqueiam Narbona.
1095: O Imperador bizantino Aleixo I Comneno pede ao papa Urbano II ajuda contra os turcos.
1096: É proclamada a Primeira Cruzada


sábado, 19 de agosto de 2017

DUQUE DE BRAGANÇA ENTREVISTADO SOBRE A CONSTRUÇÃO HISTÓRICA DO BRASIL

Foto de Nova Portugalidade.

SAR, o Senhor Dom Duarte de Bragança, concedeu ontem (12/08) uma extensa entrevista a um prestigioso instituto brasileiro de reflexão política. Destina-se esta entrevista a um longo documentário que versará temas nodais da história da nação-irmã. Na deslocação a São Pedro de Sintra, residência do Chefe da Casa Real Portuguesa, a equipa brasileira foi acompanhada por responsáveis da Nova Portugalidade. Seguidamente, na soberba esplanada do Paço de Sintra, Rafael Pinto Borges, da NP, explanou longamente sobre a identidade luso-brasileira.

Foto de Nova Portugalidade.

Foto de Nova Portugalidade.

Foto de Nova Portugalidade.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

VISITAS AO CORO ALTO DO MOSTEIRO DE SANTA CLARA-A-NOVA, EM COIMBRA

Foto de Mosteiro de Santa Clara-a-Nova.

Programa de visitas em 2017 ao Coro Alto do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, em Coimbra 


- uma preciosidade ainda pouco conhecida: 
a visitar e a recomendar!



Caros Amigos e Confrades,

No âmbito da campanha de angariação de fundos para o restauro da Capela-Mor, a Mesa da Confraria anuncia a abertura excepcional do Coro Alto a visitantes. 

Pela primeira vez na história do Mosteiro, o público poderá admirar este belíssimo espaço, conhecido pelo seu famoso cadeiral, onde as Clarissas rezaram durante vários séculos e onde o túmulo de prata com as venerandas relíquias de Santa Isabel foi conservado até 1912, antes de ser transferido para a tribuna do altar-mor.

....


Saudações fraternas,
António Rebelo

Foto de Confraria da Rainha Santa Isabel.

UMA FOTOGRAFIA REPUBLICANA


A república portuguesa tal como a francesa ou a russa, para não ir mais longe, assentam no crime. Todas elas assassinaram o rei, um rei inocente, eleito pela história e pela tradição. A partir daí e para esconderem esse pecado original começaram a mentir. Começou a propaganda. Diga-se em abono da verdade e para sermos justos que dos três países visados, nem todos mentiram (ou mentem) da mesma maneira.

Enquanto a Rússia já pediu desculpa pelo acto e canonizou a família real martirizada pelos bolcheviques, a França prossegue impune na sua propaganda e celebra todos os anos, com pompa e circunstância, a data que simboliza a guerra civil e o crime. Portugal neste aspecto fica-se pelo ‘nim’! Nem assume o crime nem pede desculpa! Disfarça! E por conseguinte mente a dobrar! A provar o que afirmo basta tirar uma selfie ao país que temos hoje:

O governo é uma mentira, quem escolheu o primeiro-ministro foi o parlamento contrariando a vontade expressa nas urnas pelos portugueses. É constitucional?! É porque a constituição é também ela uma mentira, vai a caminho do socialismo… quando lhe convém.

O presidente da república se não é uma mentira é a quadratura do círculo! Filho de um ministro da ditadura, e afilhado do último primeiro-ministro da mesma, não lhe fica bem dizer mal da ditadura onde medrou nem da família que o educou. Mas disse.

A assembleia da república é uma Câmara Corporativa onde têm assento predominante os representantes do funcionalismo público. As chamadas profissões liberais, estão organizadas em matilhas, e trabalham para o estado que lhes encomenda tudo, incluindo as leis.

A actividade privada em Portugal é um mistério sendo difícil encontrar alguém que sobreviva sem uma ligação pecuniária ao mesmo estado.

Os tribunais normalmente não funcionam e quando funcionam é para protegerem a nomenclatura republicana.

Finalmente a população, o povo, atendendo ao que foi dito no capítulo da actividade privada, continua a viver como dantes: - ou emigra ou fica por cá, dependente, sem correr riscos, e com a única ambição de ser funcionário público. Se possível nascer já com um vínculo ao estado. Nesta perspectiva podemos dizer que é monárquico por natureza!

Não termino sem uma palavrinha sobre o futebol, fundamental para a propaganda do regime, e para dizer que está práticamente nacionalizado. Os clubes estão em falência técnica e só não acabam porque os bancos entretanto nacionalizados não deixam.

Há aí alguém que não esteja na fotografia?! Respostas a este apartado.

Saudações monárquicas 


JSM

Fonte: Interregno

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

VALHA-NOS DOM DINIS

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No momento em que Portugal bate recordes pelo número de incêndios deflagrados, mortes e área ardida, o ministro da Agricultura disse que "o Governo fez a maior revolução que a floresta conheceu, desde os tempos de D. Dinis". Consta que Capoulas Santos, primoroso republicano, não se pronunciou assim à conta do Pinhal de Leiria, que valeu ao monarca o cognome de Rei Lavrador. Ter-se-á inspirado na faceta do Rei Poeta, desta forma também chamado pelos dotes de trovador, versado que foi nas Cantigas de Amigo e sátira. Outra coisa não se compreenderia.
O que está a acontecer nas florestas portuguesas é trágico. Mas na matéria, convenhamos, temos um dos governos mais impreparados desde o 25 de Abril.
Capoulas Santos vangloriou-se pela aprovação de "10 dos 12 diplomas sobre a floresta", num conjunto de medidas "contra lóbis, comentadores e cientistas". Significa que numa área eminentemente técnica, se permite repudiar e depreciar o contributo que só a comunidade científica, que detém o conhecimento, pode dar. É assustador. Pior, orgulha-se do facto. De qualquer modo, não disfarça que a estratégia do Governo, que agora explica muito do fracasso, tenha sido por si assumida há exactamente um ano, em entrevista ao "Expresso". Disse assim: "Não há prevenção possível perante um tão elevado número de ignições, que só podem ter origem criminosa ou negligente, daí que a maior parte do orçamento esteja alocado ao combate e não à prevenção".
Significa, como confessado, que o Governo rejeitou o adágio popular que ensina que "no prevenir é que está o ganho". Ficou-se essencialmente pelo combate. Alterou lideranças na Protecção Civil e nomeou pessoas contra pareceres. Manteve no chão helicópteros Kamov, obsoletos, que num outro Governo António Costa quis comprar. E lida com as falhas no SIRESP, que nesse mesmo Governo quis negociar.
Igualmente grave, o Governo tem metido na gaveta milhares de projectos fundamentais à limpeza capaz da floresta e ao bom ordenamento do território. Dos milhões de euros do PDR 2020, disponibilizados por Bruxelas para o sector, apenas 11,86% do montante foi utilizado. Não tem perdão.
Esta semana, o Colégio de São Fiel, construído na serra da Gardunha, prestigiado pela história e notável no património, acaba de sucumbir às chamas, nas mãos do Estado que tinha a obrigação da sua salvaguarda, depois do definhamento imposto após a ocupação decidida durante a I República. O que seria, se o Governo não tivesse feito a maior revolução que a floresta conheceu, desde os tempos de D. Dinis.
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NUNO MELO
DEPUTADO EUROPEU
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JANTAR "MONÁRQUICOS EM FÉRIAS" 2017, DIA 26 DE AGOSTO EM CAMINHA


Estimados Associados e Simpatizantes da Real Associação de Viana do Castelo

A pedido do nosso associado e membro da Direcção da RAVC, António da Rocha Páris, informamos que no dia 26 de Agosto às 20h30m, no Restaurante Remo em Caminha, terá lugar o tradicional Jantar "Monárquicos em Férias", que este nosso correlegionário vem organizando ao longo destes últimos anos.

Neste sentido convidamos os nossos associados e simpatizantes a participarem neste evento, para o que deverão contactar o organizador até ao próximo dia 24 de Agosto para o telemóvel número 968 010 777.

O preço do jantar deverá rondar os 18,00€ por pessoa e da ementa consta o bacalhau com broa.

Em anexo segue cartaz do evento.

Saudações monárquicas e continuação de boas férias

José Aníbal Marinho

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