A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

terça-feira, 25 de julho de 2017

PORTUGAL CONTRA O CALIFADO: 300 ANOS DA BATALHA DE MATAPÃO



Exausta, esgotada em recursos e vontade combativa após a Guerra da Sucessão Espanhola, a Europa foi surpreendida em 1714 com nova investida turca. O Sultão sentira a debilidade, o cansaço, a animosidade entre os grandes poderes católicos do Ocidente, e dispôs-se a atacá-los justamente quando estes pareciam mais débeis. Marchou sobre a Moreia, na Grécia, à data província da Sereníssima República de Veneza; o Doge reagiu implorando a intervenção da Santa Sé e, através dela, a ajuda das monarquias europeias. Mas estas mostraram-se, em geral, desinteressadas da luta. Espanha, mal refeita das lutas da década anterior, mais não enviou para o Mediterrâneo que fraca armada; a Áustria possuía forte exército, mas nenhum poder marítimo com que confrontar o de Istambul; a França, que até 1715 travara com Viena duríssima guerra pelo controlo do trono espanhol, não quis combater ao lado dos austríacos.

Perante a indiferença geral, acudiu às súplicas de Veneza - e aos sustentados, mas até então ineficazes, pedidos do Papa - o rei de Portugal. Lisboa vivia então, com Dom João V, um período de renovada grandeza. Devolvido à sua condição natural de forte potência naval, Portugal fazia-se ouvir pela Europa; a sua marinha, acarinhada pelo Infante Dom Francisco, conhecia então vigor que não mais recuperaria, e que a colocava entre as primeiras do continente. O Rei Magnânimo compreendeu que a luta pelo Mediterrâneo Oriental, onde os turcos se recompunham da derrota sofrida trinta e quatro anos antes em Viena, era de importância essencial para Portugal, a Europa e a Cristandade. Percebeu, ainda, que ali se apresentava oportunidade preciosa para que Portugal recuperasse o prestígio de outrora pagando-o a pólvora, aço e sangue.

Pólvora, aço e sangue foi, pois, o que Dom João tratou de oferecer ao Turco. O Infante Dom Francisco - príncipe apaixonado, como é comum entre os Braganças, pelos assuntos do mar - armou a frota. Eram onze impecáveis naves, sete de combate e quatro de apoio, tripuladas por 3840 homens adestradíssimos, apetrechadíssimos, preparadíssimos na arte da luta no mar. Carregavam quinhentas e vinte e seis peças de forte aço português; eram duas vezes e meia as usadas por Napoleão em Waterloo. A comandar a frota, na nau Nossa Senhora da Conceição, ia Dom Lopo Furtado de Mendonça, Conde do Rio Grande. Acompanhavam-no à cabeça da hierarquia da expedição as naus Nossa Senhora do Pilar, de oitenta e quatro peças, em que seguia o Conde de São Vicente como vice-almirante, e a Nossa Senhora da Assunção, capitaneada por Pedro de Castelo Branco e munida de sessenta e seis peças.

A dois de Julho, as armadas da coligação cristã juntavam-se a sul da Messénia, no Peloponeso. Eram, coligadas, fortes de trinta e cinco navios, dos quais os portugueses contavam entre os maiores e mais modernos. A batalha deu-se a 19 de Julho frente ao cabo Matapão. Os turcos tinham ao seu dispor força maior, de cinquenta e cinco navios; os cristãos, apenas trinta e cinco. Possuíam, também, o que seria então um dos maiores vasos militares do mundo: o Kebir Üç Ambarlı, de cento e catorze peças, em que navegava o almirante turco Kapudan Paxá. Ao se encontrarem as duas armadas, e por motivo que nunca pôde ser adequadamente esclarecido, a frota veneziana afastou-se da área de combate; frente à força turca, pois, ficou apenas a de Portugal. Desenrolou-se depois feroz duelo de artilharia entre as naus cristãs, quase limitadas à armada portuguesa e a duas embarcações da Ordem de Malta, e o conjunto otomano. Um grande navio turco foi atingido e posto em chamas; os restantes, vendo a desgraça de uma das principais naves da sua frota, deixadas sem pólvora e temendo a artilharia portuguesa, abandonaram o local e rumaram, desordenadas e batidas, a porto amigo. Travara-se grande recontro, e Portugal levara a Europa cristã à vitória sobre o Califa do Islão.

Depois da batalha, toda a armada cristã regressou à Itália. Os portugueses, vitoriosos, foram cumulados de honrarias por uma Europa agradecida. Em Messina, onde os navios de Portugal foram aportar, fizeram-se festas e fogos de artifício em celebração do Rei Magnânimo e sua armada; ao Conde de Rio Grande, Dom Lopo Furtado de Mendonça, chegou uma carta do Papa Clemente XI dando-lhe conta da gratidão papal; em Lisboa apareceria, pouco depois, grande embaixada veneziana de tributo e agradecimento. Maior honra se fez à Igreja portuguesa, passando a capital portuguesa a sede de um dos quatro patriarcados do Ocidente latino, juntamente com Roma, Veneza e as Índias Ocidentais. Fora uma das mais arriscadas empresas algumas vez tentadas pela marinha portuguesa, e resultara em triunfo absoluto.

A Europa actual, tantas vezes mesquinha com Portugal, nada perderia recordando este dia em que foi por ele resgatada da mão do Califa de Istambul.

RPB


sábado, 22 de julho de 2017

RIO DE JANEIRO COOPERA NA CANDIDATURA DO BOM JESUS DE BRAGA À UNESCO

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Foto de Manuel Beninger.


TREM DO CORCOVADO É UMA MAIS-VALIA PARA A CANDIDATURA BOM JESUS PATRIMÓNIO MUNDIAL

Utilizadores do Trem do Corcovado, que liga a cidade do Rio de Janeiro ao Cristo Redentor (Brasil) vão ser incentivados a visitarem o elevador do Bom Jesus. Uma atitude que o autarca bracarense considera que pode ser um trunfo para a candidatura.

Os presidentes da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, e do Trem do Corcovado (Rio de Janeiro, Brasil), Sávio Neves, assinaram ontem um protocolo de cooperação institucional, com vista à promoção conjunta do património das duas cidades.

O acordo prevê a realização conjunta de actividades de promoção do património e potenciar a candidatura do Bom Jesus do Monte a património mundial da UNESCO.

“É mais um passo importante, no sentido em que há um reconhecimento, e nós temo-lo procurado em vários contextos. Nós procuramos agregar a esta candidatura o reconhecimento de varias instituições nacionais e internacionais. É obviamente uma mais valia” para a candidatura de Bom Jesus a património mundial, destacou o autarca bracarense, Ricardo Rio.

O presidente do Trem do Corcovado, que liga a cidade do Rio de Janeiro ao Cristo Redentor, destacou a importância do Bom Jesus, como cartão de visitas para os turistas. Sávio Neves, destacou ainda a proximidade entre o Trem do Corcovado e o elevador do Bom Jesus. “O Trem do Corcovado tem características comuns com o elevador do Bom Jesus, na questão do empreendimento turístico, na questão do acesso aos equipamentos turísticos. Um vai ‘vender’ o outro. Um vai trazer turistas que estão no Corcovado, e que virão cá atraídos pela curiosidade”, realçou o presidente do Trem do Corcovado.

Manuel Beninger, deputado municipal bracarense e um dos promotores da geminação de Braga com a cidade do Rio de Janeiro, salientou que o acordo tem como finalidade desenvolver “a vontade de promoção da candidatura do Bom Jesus a património da humanidade”

Beninger destacou ainda o facto do Corcovado ser “uma das dez maravilhas do mundo, visitado por cerca de oito milhões de pessoas por ano. No Trem do Corcovado passam cerca de dois ou três milhões de visitantes. É uma peça fundamental na cidade mais portuguesa do Brasil. A cidade tem cerca de oito milhões de habitantes, dos quais 400 mil são portugueses ou luso-descendentes.”

Na assinatura do protocolo foi, ainda, anunciada a criação do cartão ‘o Bracarense’ para os turistas de Braga que pretendam visitar o Trem do Corcovado. “Este protocolo tem também uma generosa ajuda para os munícipes bracarenses que queiram visitar o Trem do Corcovado. Vai haver um desconto para os bracarenses que queiram visitar o Cristo Rendentor e o Trem, com um cartão que se vai chamar ‘O Braguinha’”, anunciou Manuel Beninguer.

O presidente do Trem do Corcovado, Sávio Neves, acrescentou que Braga é o primeiro município a beneficiar dos descontos, pelo que se trata “do início de um novo tempo e que Braga marca esse novo tempo.

O autarca bracarense considerou que o cartão “é um benefício conferido aos bracarenses e que muitos nos orgulha com os descontos na utilização do Trem do Corcovado”. O desconto é na ordem dos 50 por cento.

Ricardo Rio aproveitou a ocasião para referir que o acordo de geminação com o Rio de Janeiro “faz todo o sentido” para “reaproximar a vastíssima comunidade de portugueses, de luso-descendentes e dos bracarenses radicados no Rio de Janeiro e que sentem vontade de estreitar laços com a sua cidade de origem.”.

Fonte: Jornal “Correio do Minho” de 18 de Julho, pág. 3

Braga promove Bom Jesus no Trem do Corcovado


Três anos depois da assinatura do protocolo de geminação entre Braga e o Rio de Janeiro, duas cidades voltam a unir-se, agora para promover a candidatura do Bom Jesus a Património da Humanidade.
Braga vai reforçar a sua promoção turística no Rio de Janeiro depois de ter formalizado um memorando de entendimento entre o Trem do Corcovado.

O protocolo foi assinado esta segunda-feira durante uma visita oficial do presidente do Trem do Corcovado à cidade dos arcebispos, e surge três anos depois da assinatura do acordo de geminação entre Braga e o Rio de Janeiro.

Numa altura em que o Bom Jesus de Braga é candidato a Património da Humanidade, o autarca Ricardo Rio reconhece o impacto que o acordo pode ter, também na promoção do próprio elevador do Bom Jesus. Para o autarca "Braga tem mais a ganhar" do que o Trem do Corcovado, dado que se trata de um meio de transporte com 133 anos e que é utilizado por milhares de turistas que diariamente visitam o Cristo Redentor. A divulgação do Elevador do Bom Jesus passará a ser feita também no Trem do Cocorvado, o que poderá ser "uma mais-valia" para promover Braga e o seu património.

Uma parceria que consiste, para além de uma divulgação do património das duas cidades, num desconto para os bracarenses que circulem no Trem do Corcovado. Segundo Manuel Beninger, deputado municipal em Braga e responsável pela ligação entre as duas cidades, "além do estreitar de relações entre as duas entidades", o protocolo resulta num desconto de 50% "para os bracarenses que queiram visitar o Cristo Redentor e que queiram passar pelo trem do Corcovado". O cartão "o braguinha" poderá ser accionado por qualquer bracarense que passe pelo trem do Corcovado mediante apresentação de um comprovativo.

Sávio Neves, presidente do Trem do Corcovado, afirmou que o protocolo irá ajudar a promover o turismo entre Rio de Janeiro e Braga, até pelas semelhanças entre o Trem do Corcovado e o Elevador do Bom Jesus. "Um vai promover o outro, vai trazer turistas", disse, considerando que se tratam ambos de transportes que promovem a ligação a um monumento.

A estratégia de divulgação surge numa altura em que o Bom Jesus já oficializou a candidatura a Património da Humanidade. Entre as nacionalidades que visitam Braga, a brasileira é uma das que mais se tem afirmado nos últimos anos, recordou também o autarca Ricardo Rio, referindo ainda a fixação de brasileiros na cidade dos arcebispos, nomeadamente por via da Universidade do Minho.

O Trem do Corcovado é considerado uma das dez maravilhas do Mundo e é visitado por cerca de 3 milhões de pessoas por ano. 
O Trem do Corcovado é uma linha férrea localizada na cidade do Rio de Janeiro. A linha começa em Cosme Velho e segue até ao cume do Corcovado, a uma altitude de 710m. O cume é famoso pela estátua do Cristo Redentor e pela vista aérea de várias praias do Rio de Janeiro.

A linha de 3,824 m de extensão utiliza um sistema de tracção eléctrica. O trajecto é completado em cerca de 20 minutos. Com o novo protocolo, os bracarenses que visitem o Rio de Janeiro e decidam fazer a viagem do Trem do Corcovado pagarão apenas metade do valor do bilhete.

Potenciar a candidatura do Bom Jesus do Monte a património Mundial da UNESCO é outro dos objectivos, além da promoção da troca de conhecimentos técnicos, patrimoniais e outros no campo da salvaguarda, reabilitação e valorização do património cultural.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

DUQUE DE BRAGANÇA NA INAUGURAÇÃO DE "OS CARMELITAS NO MUNDO PORTUGUÊS"

Foto de Miguel Castelo Branco.
SAR o Senhor Dom Duarte, os patrocinadores e comissários (J João Loureiro).

TOURADA REAL À ANTIGA PORTUGUESA EM SALVATERRA DE MAGOS

Foto de José Carlos Ramalho.


VENHA VIVER UMA TRADIÇÃO PORTUGUESA.

Caros Amigos, Simpatizantes e Associados.

A corrida de toiros é uma tradição longa com história em Portugal e do gosto actual de milhares de portugueses, que todos os anos vão às Praças e a largadas nas suas terras, Gente de trabalho! 
Acreditamos que este evento de iniciativa da Real Associação do Ribatejo, levará para a população, imagens de símbolos monárquicos, que infelizmente através da comunicação social não chegam da população. Move-nos valores como a verdadeira Liberdade, no respeito pelo direito à diferença.
O carro móvel sonoro tem sido o arauto da XV TOURADA REAL, começou em Évora passando por várias Cidades e Vilas até Tomar, anunciando um Cartel fabuloso, para lidar um Curro de Raça Brava.

Para quem gostar da Festa, seja monárquico ou não, sugerimos que venha e traga a Família para assistir com S.A.R. Senhor Dom Duarte de Bragança a um espectáculo de GALA À ANTIGA PORTUGUESA, a XV TOURADA REAL.

_21,30 h Desfile até à Praça de Toiros_Salvaterra de Magos
_22,00 h Inicio da Tourada

Reservámos para si até próximo dia 21 (sexta feira) a possibilidade de adquirir lugar numa zona de lugares por debaixo do Camarote Real.

Contacte:
BRUNO CASTRO
Adquira o seu Bilhete

Se optar por adquirir o seu ingresso directamente na Bilheteira da Praça, 
informe que deseja lugar na zona reservada à Causa Real/Reais Associações
Mário Figueiredo 918915926



Com nossos cordiais cumprimentos

REAL ASSOCIAÇÃO DO RIBATEJO

José Carlos Ramalho
Presidente da Direcção

Telemóvel 915 331 574  

NPIC 501941908  
NIB: 0045.5441.4006.6946.3483.1
Site área geográfica: http://realribatejo.jimdo.com/