A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

JÁ ESTÁ DISPONÍVEL A REAL GAZETA DO ALTO MINHO N.º 14


Neste número pode ler:
- Entrevista ao Dr. Francisco Abreu e Lima
- Preferia ser Súbdito, por Miguel Villas-Boas
- O Rei dos Portugueses e o Presidente!, por José Aníbal Marinho Gomes
- O meu veemente protesto, por Carlos Aguiar Gomes
- Sophia de Mello Breyner Andersen, por Susana Cunha Cerqueira
- Bolinhos D. Amélia, por Luísa Vasconcelos
- Capitalismo Centralizador e problemas adjacentes, por André Lopes Cardoso
- “Roteiros pelo Alto Minho” Circuito Mariano das Terras da Nóbrega, por Mariana Magalhães Sant'Ana



DUQUESA DE BRAGANÇA NA CELEBRAÇÃO DO CENTENÁRIO DA BEATIFICAÇÃO DE SÃO NUNO

Foto de Paróquia de Ferreira do Alentejo.
Comemoração do 1º centenário da beatificação de S. Nuno de Santa Maria, com a presença de SAR D. Isabel, a duquesa de Bragança, SE a senhora vice-presidente da Câmara Municipal de Ferreira do Alentejo, o sr. Presidente da União de Freguesias de Ferreira do Alentejo e Canhestros, o Agrupamento dos Escuteiros 1071, bem como demais autoridades civis e militares.
Ferreira do Alentejo, 21 de Janeiro, 2018


Foto de Soutaria TV - Canal TV 107878 no MEO Kanal.
Foto de grupo após a Missa em Honra de São Nuno, na Comemoração do Primeiro Centenário da Sua Beatificação, em Ferreira do Alentejo - Portugal, 21 de Janeiro de 2018.
( Créditos Foto José Alves )


Missa em Honra de São Nuno De Santa Maria, na Comemoração do Primeiro Centenário da Sua Beatificação, em Ferreira do Alentejo - Portugal, 21 de Janeiro de 2018.
( Créditos Vídeo José Alves )
Foto de José Alves.
Na Comemoração do Primeiro Centenário da Beatificação de São Nuno De Santa Maria, em Ferreira do Alentejo - Portugal, 21 de Janeiro de 2018.

Foto: José Alves

Foto de José Carlos Ramalho.
Centenário da Beatificação de São Nuno De Santa Maria. Guarda de Honra às relíquias na Igreja de Ferreira do Alentejo.

Foto de Paróquia de Ferreira do Alentejo.
Foto de Paróquia de Ferreira do Alentejo.
Foto de Paróquia de Ferreira do Alentejo.
Foto de Paróquia de Ferreira do Alentejo.
Foto de Paróquia de Ferreira do Alentejo.
Foto de Paróquia de Ferreira do Alentejo.
Foto de Paróquia de Ferreira do Alentejo.
Foto de Paróquia de Ferreira do Alentejo.
Foto de Paróquia de Ferreira do Alentejo.
Foto de Paróquia de Ferreira do Alentejo.
Foto de Paróquia de Ferreira do Alentejo.
Foto de Paróquia de Ferreira do Alentejo.
Foto de Paróquia de Ferreira do Alentejo.
Foto de Paróquia de Ferreira do Alentejo.
Foto de Paróquia de Ferreira do Alentejo.
Foto de Paróquia de Ferreira do Alentejo.
Foto de Paróquia de Ferreira do Alentejo.
Foto de Paróquia de Ferreira do Alentejo.
Foto de Paróquia de Ferreira do Alentejo.
Foto de Paróquia de Ferreira do Alentejo.
Foto de Paróquia de Ferreira do Alentejo.
Foto de Paróquia de Ferreira do Alentejo.
Foto de Paróquia de Ferreira do Alentejo.
Foto de Paróquia de Ferreira do Alentejo.
Foto de Paróquia de Ferreira do Alentejo.
Foto de Paróquia de Ferreira do Alentejo.
Foto de Paróquia de Ferreira do Alentejo.
Foto de Paróquia de Ferreira do Alentejo.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

108 PORTUGUESES DERROTAM 3400 MOUROS (CRUZADA NA ETIÓPIA - 1541-43)

Foto de Ricardo da Silva.

(Cruzada na Etiópia, annos de 1541-43)


Na sequência da actividade militar que vinha desenvolvendo, Christóvam da Gama foy informado da existência de um ponto estratégico por onde o Preste havia de passar por força. Este local, uma serra que se situava nas montanhas Simien, encontrava-se nas mãos dos mouros. O plano envolvia uma aproximação furtiva por um caminho que permitiria aos assaltantes chegar ao topo da serra sem serem detectados. Acrescentava ainda que nela achariam muytos cavallos & muyto bons que na serra se criavam. Christóvam da Gama decidiu arriscar a sua sorte. Para isso, determinou de ir elle em pessoa.

Preocupado com a possibilidade de desguarnecer o acampamento, porque nam parecesse a el Rey de Zeila que o descercava & tornava para trás, decidiu sair rumo ao objectivo com a maior discrição possível, a coberto da escuridão.

Assim, se partiu à meia-noite & fez seu caminho mui secretamente, levando os capitães Manuel da Cunha & Joam Fonseca com as respectivas capitanias. Chegaram ao rio que atravessaram em jangadas, construídas com madeira & rama atada a huns couros cheios de vento que traziam previamente preparados para esse fim.

Vencido diligentemente este obstáculo natural tinham agora o objectivo à vista, & começaram a subir a serra sem ser sentidos que Miguel de Castanhoso descreve como sendo mui forte, porque nom tem mais que dous passos.

Ainda não haviam chegado ao topo quando foram descobertos pelos defensores, totalizando três mil homens de pé & quatrocentos de cavallo, que imediatamente se prepararam para resistir ao assalto.

Christóvam da Gama dividiu a força em três esquadrões, Manuel da Cunha de uma parte com trinta espingardeiros &, no lado oposto, Joam da Fonseca com outros trinta.

No centro seguia a bandeira real com quarenta soldados, com o comandante a liderar com oito cavalleiros, que deram sinal para o ataque arremmettendo impetuosamente contra os adversários.

O ataque terá sido efectuado apenas por um dos passos, não só pelo efectivo reduzido, mas também por não haver tempo de rodear a posição.

Apesar de pouco numerosos, a investida dos cavalleiros portugueses na frente foy fulminante.

Christóvam da Gama carregou na direcção do líder inimigo que se chamava Cide Amede & logo o trespassou com a lança; seguindo o seu exemplo, os restantes cavalleiros portugueses também derrubaram os seus com quem se encontraram, de forma que rapidamente puseram em fuga os restantes inimigos.

Atrás deles, os de pé eram já juntos &, depois de desferirem uma violenta carga de fuzilaria com os seus arcabuzes investiram sobre as linhas inimigas, matando & derrubando em os mouros.

Os muçulmanos como viram o seu capitam morto & que não tinham de quem haver vergonha nem quem os mandasse, puseram-se de fugida, sendo chacinados impiedosamente, de maneira que escaparam muito poucos.

Os portugueses não sofreram qualquer baixa, o que confirmará a violência do combate.

O GÉNIO GEOPOLÍTICO DE ALBUQUERQUE

Foto de Nova Portugalidade.

O plano de Albuquerque foi copiado por ingleses e, agora, pelos EUA

O rosário de grandes fortalezas e pequenos bastiões erigidos ao longo da costa oriental africana, na costa de Omã, no Golfo Pérsico, no Decão, no Coromandel, no Golfo de Bengala e, depois, na Insulíndia, era a espinha do nosso império oriental. A essas fortalezas somava-se uma rede de feitorias que desenvolviam a componente comercial que garantia a viabilidade do projecto de domínio do Índico. As leis da geopolítica não se alteram, pelo que a procura da hegemonia – e até da supremacia – mercê da ocupação dos pontos nevrálgicos, se mantenha inalterada. Ontem, como hoje, a potência marítima procura estes “ferrolhos” que lhe permitam dominar o controlo dos mares e conter o hinterland. Albuquerque fê-lo com meios modestos, mas parece só ter falhado no domínio do Mar Vermelho. Ao não conseguirem dominar essa rota que ligava o Mediterrâneo ao Índico, os portugueses viram-se a braços com a insistente pressão dos seus inimigos e concorrentes, primeiros os Mamelucos do Egipto (Rumes) e depois os otomanos. Tal como os EUA de hoje, ou a Inglaterra nos séculos XVIII e XIX, interessava mais aos portugueses deter o controlo dos fluxos comerciais – fazendo pagar a circulação de mercadorias através do Sistema de Cartaz, imposto sobre o comércio – do que controlar extensas regiões. Para que o sistema funcionasse, era importante que a paz prevalecesse; daí a intensa actividade diplomática desenvolvida junto de pequenas e grandes potências asiáticas de então.

MCB

domingo, 21 de janeiro de 2018

A IGREJA DE SÃO SALVADOR DO MUNDO, EM BARDEZ, GOA

Foto de Nova Portugalidade.

A Igreja de São Salvador do Mundo, em Bardez, Goa. Portugal foi o império do encontro entre homens, povos e continentes. Quem poderá gloriar-se de carregar legado melhor e mais belo?


A EXPULSÃO DOS JESUÍTAS, UM DESASTRE IRREPARÁVEL

Foto de Nova Portugalidade.

Uma das páginas mais negras e causa de muitos males que se abateram sobre o ensino, as artes e a cultura portuguesas – na Europa como no Ultramar – foi a expulsão da Companhia de Jesus, talvez o mais sólido pilar da Portugalidade entre os séculos XVI e XVIII. A dois dias da conferência da Professora Maria de Deus Manso, evocamos hoje o lamentável e desastroso episódio da perseguição, humilhações e desmandos perpetrados contra os bons Padres da obra inaciana.

A obra instalara-se em Portugal durante o reinado de D. João III e de imediato se transformou num poderoso agente educador, abrindo colégios onde o ensino era gratuito e aberto a todos os estamentos sociais, promovendo a difusão das humanidades e das ciências, expandindo o conhecimento, formando novas elites letradas. Em Portugal, a Companhia operava vinte colégios, três noviciados, dois seminários e uma universidade; no Brasil, mantinha dezassete colégios, dois seminários e trinta e seis missões; em África, possuía um colégio em Luanda, outro na Ilha de Moçambique e missões no interior do sertão; no Oriente, por fim, animava cinco colégios. Era uma rede de excelência de ensino médio e superior, não só destinada a futuros religiosos, mas aberto a jovens que após a conclusão dos estudos se evidenciavam no desempenho das suas funções profissionais como os melhores e mais bem habilitados.

Iniciou-se a perseguição em meados da década de 1750 e conheceu episódios medonhos de destruição sistemática da quadrícula de ensino, abalo de que o Reino jamais recuperaria. Primeiro, foram expulsos os sacerdotes estrangeiros ao serviço da Companhia; logo, a repressão brutal abateu-se sobre os padres portugueses, falsamente acusados por Sebastião José de Carvalho e Mello de conspiração contra a Coroa.

Cerca de duas centenas foram atirados sem culpa formada para as masmorras de Pombal, tendo dezenas perecido de fome, doença e violências em cárceres húmidos e gélidos situados abaixo do nível do solo.

Quando, em Maio de 1759, se lavrou o decreto de expulsão, cerca de 1500 religiosos foram colocados em navios e expulsos do Reino. A Europa encheu-se então de Padres portugueses exilados vivendo na mais profunda miséria e isolamento. Muitos, idosos ou doentes, incapacitados para exercer funções como mestres professores, foram confinados a residências, ali padecendo privações e vivendo em exclusivo da caridade pública. Esse calvário arrastou-se por décadas, e ainda na primeira década do século XIX chegavam a Portugal os ecos da desdita desses religiosos abandonados em terras distantes. Alguns, mais felizes, chegaram a terras russas, aí sendo estimados e gabados como professores.

A saída da Companhia de Portugal, resultado de uma indigna e infundamentada campanha de mentiras, não só se revelou como uma das mais funestas decisões políticas jamais tomadas pelo Estado, como estropiou irreversivelmente a cultura portuguesa. A expulsão da Companhia de Portugal não só provocou o colapso do ensino, como alienou vastas comunidades cristãs por ela pacientemente educadas no serviço do Padroado Português, pelo que hoje, na perspectiva do tempo longo, podemos dizer sem rebuço que há um antes e um depois da saída da Companhia de Jesus.

A Companhia regressaria de novo a Portugal na década de 1820, sendo de novo expulsa em 1834. Teimosamente, regressou nos meados de Oitocentos, mas foi alvo de vergonhosa perseguição movida pelo extremismo republicano. Em 1910, após o golpe de 5 de Outubro, os sacerdotes jesuítas foram objecto de infames maus tratos, alguns expostos publicamente como vulgares criminosos hereditários, sendo particularmente vil o episódio das medições frenológicas de Padres por arrebatados médicos republicanos que queriam provar "cientificamente" a degenerescência dos bons Padres.

Miguel Castelo-Branco

sábado, 20 de janeiro de 2018

O BOM EXEMPLO DO REI


O poder moderador do Monarca habilita-o a negar poder a quem dele pudesse abusar! É necessário que o exercício do poder deixe de ser equívoco e passe a ser realizado de acordo, não só com o mínimo ético, mas, ainda mais além, que se identifique com a moral. Não se deve separar nem opor Moral e Política, uma vez que o bem-ser regula sempre o bem-fazer. É necessário apagar o hiato que existe actualmente entre eles. Não pode subsistir o Poder pelo Poder, com a frustração da Moral, mas sim unir-se os dois conceitos, para se alcançar o soberano bem da Nação.
Um Rei exprime a virtude da dedicação ao bem comum e tem uma superior consciência dos assuntos nacionais, representando da forma mais ética possível a Nação; a Comunidade confia no Rei e revê-se nele, e quererá seguir-lhe o exemplo o que vai fazer repercutir nas instituições democráticas essa ordem. El-Rei Dom Pedro V de Portugal, personificação da virtude de dedicação ao bem da coisa comum, escreveu sobre o papel dos Reis: ‘devemos também lembrar-nos que existe para eles uma lei moral muito mais severa do que para os outros, porque quanto mais elevada é a posição tanto maior é a influência do exemplo.’ De facto, nenhum Rei esquece que Reinar a é uma função que deve ser desempenhada com sentido de missão. O Rei procurará a defesa do bem da coisa comum e dos interesses da Nação, pois encara o posto de Reinar como um ofício e sobretudo um serviço. Ora lembremos o Princípiode Tomás de Kempis segundo o qual “os maus hábitos podem ser eficazmente combatidos por outros que lhes sejam contrários: um costume mau é vencido por um costume bom.”
Assim, com um Rei dedicado à defesa do bem comum no seu posto de honra, zeloso em cumprir os Seus deveres por lealdade à Pátria, isso reflectir-se-á, inevitavelmente, nos demais agentes do Estado que não raras vezes estão muito afastados dos princípios da transparência que se exigem na gestão da coisa pública (res publica). Os Reis sentem que têm deveres, os políticos – a grande maioria – entendem só ser honrados com direitos, pelo que, num regímen de Monarquia, existem níveis mais exigentes de igualdade entre as pessoas e transparência democrática e das instituições políticas.
Miguel Villas-Boas