MENSAGEM DE S.A.R. O SENHOR DOM DUARTE DE BRAGANÇA AOS PORTUGUESES

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO

A CAUSA REAL NO DISTRITO DE AVEIRO
Autor: Nuno A. G. Bandeira

Tradutor

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

MARIA FRANCISCA, UMA INFANTA DISCRETA MAS CUJA BELEZA ESTÁ A DAR NAS VISTAS


No baile de debutantes, em Paris, a beleza da filha de D. Duarte Pio e D. Isabel de Bragança não passou despercebida a ninguém. Maria Francisca, de 20 anos, é considerada pela revista francesa 'Point de Vue', uma das solteiras mais cobiçadas do mundo.











Como a  Família Real Portuguesa prima pela discrição, há muito tempo que não se viam os três filhos de D. Duarte Pio e D. Isabel de Bragança, em actos públicos. Aconteceu agora no 'Le Bal', um dos mais reputados bailes de debutantes do mundo inteiro, que se realiza em Paris. Este ano, foi no Hôtel The Peninsula Paris.

Uma das debutantes deste ano foi Maria Francisca de Herédia de Bragança, de 20 anos. A infanta de Portugal disse à revista francesa 'Point de Vue' [publicação que, em 2014, considerou a jovem portuguesa um dos melhores partidos do mundo] que acedeu em participar neste evento quando descobriu que três primas suas também iriam ser apresentadas à sociedade: Charlotte do Luxemburgo, Natasha d'Arenberg e Maria Pia de Jong.

A beleza e a elegância de Maria Francisca não deixou ninguém indiferente. Sofisticada e muito sorridente, a infanta usou um vestido assinado por Laurinda Farmhouse, a mesma estilista que desenhou o vestido de casamento da sua mãe, D. Isabel de Bragança.

Maria Francisca frequenta o curso de Comunicação da Universidade Católica, em Lisboa, vive durante a semana num apartamento na zona do Chiado e só regressa à casa de família, em Sintra, aos fins-de-semana. Contudo, neste momento a jovem infanta trocou Lisboa por Roma, cidade que escolheu para fazer Erasmus. 

Fonte: Flash!

O PRÍNCIPE NEGRO DO BRASIL

Foto de Nova Portugalidade.

Nascido na Bahia em 1845, Cândido da Fonseca Galvão foi um brasileiro negro de primeira geração. Era, ademais, neto do poderoso oba (rei) Alaafin Abiodun dos Oyo, poderoso povo que vivia, e vive ainda, no que é actualmente a Nigéria. A sociedade brasileira conheceu-o como Dom Obá II de África.

Forçado em 1865 o Brasil à guerra contra Solano Lopéz e seu Paraguai, Fonseca Galvão alistou-se no Exército Imperial e serviu com os zuavos. Distinguiu-se muito pela coragem e outras virtudes guerreiras, o que lhe valeria a promoção a oficial do Exército e atribuição de uma pensão. Mudou-se em 1880 para o Rio de Janeiro, que era então capital do país. Para a elite social e económica, este estranho aristocrata - nascera pobre apesar da ascendência nobre; lutara pela promoção e o respeito alheio nos campos de morte do Paraguai, e conseguira-a; trajava bizarramente, fazia-se tratar como aristocrata e desenvolvia activismo político - era tido como uma "aberração folclórica". Não o considerava o Imperador Pedro II do Brasil, filho de Pedro I & IV e neto de Dom João IV, que por Dom Obá construiu genuína afeição. Os dois tornaram-se amigos, escreviam-se e ouviam-se sobre temas de importância. O Imperador passou a receber regularmente Fonseca Galvão no Palácio de São Cristóvão, sede da monarquia, onde lhe dispensava honras e tratamento de soberano estrangeiro. Entre 1882 e 1884, os dois homens encontraram-se pessoalmente 125 vezes, quase sempre para a discussão do assunto que mais animava Dom Obá: a abolição da escravatura e a concessão de plena igualdade de direitos aos negros brasileiros. Dom Pedro, que nutria por ambas as causas reconhecida simpatia, teve em Galvão apoiante e conselheiro.

A sua figura extraordinária - era indivíduo de dois metros de altura e vestia-se, como acima de comentava, de modo irremediavelmente extravagante - concitou abundante cochicho e, dada a proximidade ao Imperador, inevitável inveja. O "príncipe" usou o prestígio que obteve para fazer avançar o seu projecto de abolição da escravatura, fazendo-se muito intensa a sua actividade como colunista e propagandista. Ela, combinada com a fama aristocrática e a amizade do Imperador, valeu-lhe a estima e a devoção de número imenso de brasileiros africanos, que passaram a segui-lo como seu chefe e defensor. Sobre a discriminação, de que era convencido adversário, disse o príncipe que era absurda, pois é "cada qual como Deus o fez". Esta era, num século XIX tão inundado por teses de supostas superioridades raciais, posição rara no Ocidente e até, crescentemente, entre a elite brasileira. A avançada cabeça de Dom Obá denunciou-o pela palavra dita e pela pena. "Um país tão novo onde completamente não reina a severa civilização colimada, porque ainda há quem apure a tolice (...) do preconceito de cor", reza um dos seus poemas.

Com o apeamento da monarquia e o exílio de Dom Pedro II, Dom Obá viria a sofrer fortemente pelas suas posições pró-monárquicas e pró-abolicionistas. As novas autoridades republicanas retiraram-lhe as honras militares e o posto de alferes. Logo depois, em 1890, o notável homem morreu. Se naturalmente ou de desgosto pela injúria recebida, não se sabe. Claro é que foi grande a tristeza com o seu passamento, falando a imprensa de então na sua "enorme tribo de seguidores" e na "imensa popularidade" do Príncipe.

Embora tenha sido tão infeliz o fim de Dom Obá de África, o seu exemplo é eloquente por demonstrar, como inegavelmente demonstra, o fosso imenso de civilização, sensibilidade e formação que separa o Brasil - então já independente, mas de raiz e esqueleto inexoravelmente portugueses - com esses Estados Unidos em que ainda há umas décadas havia KKK e apartheid.

RPB

UMA ALCÁCER-QUIBIR NO MAR: A NOITE EM QUE PORTUGAL PERDEU A SUA ARMADA

Foto de Nova Portugalidade.

O maior desastre sofrido pelos portugueses no mar conhecemo-lo, não contra frota de outra bandeira, mas frente à força imparável dos elementos. Foi, como lhe chamou Dom Francisco Manuel de Melo, que seguia na desafortunada armada, "a maior perda desde o desastre de Dom Sebastião". Num dia, naufragou grande parte da marinha portuguesa.

Em finais de Setembro de 1626, regressados do Brasil os navios que haviam reconquistado para Portugal a cidade de São Salvador da Bahia, saiu do Tejo para os Açores a frota que devia garantir o são regresso da armada da Índia. O capitão era Dom Manuel de Meneses, que no ano anterior recuperara com Dom Fadrique de Toledo o referido porto da Bahia. A frota conheceu repetidas peripécias ao longo da malograda viagem. A 30 de Setembro, cruzavam-se com a frota castelhana de Cádis, exigindo-lhes esta que as naus de Portugal arreassem a bandeira própria por respeito à da monarquia - a dos Habsburgos -de que Portugal era também parte. A arrogante exigência foi clamorosamente rejeitada, explicando-se aos vizinhos impertinentes - que à data connosco partilhavam o Rei - que o estandarte naval por nós usado era português e da Cruz de Cristo, o que eram dois bons motivos para que não se aceitasse a precedência de outra bandeira. Segundo conflito apareceria, pouco depois, ao recolher a Armada de Portugal duas naus da Armada da Índia. De Madrid, pedia o Rei Filipe II, III de Castela, que lhe fossem enviados rapidamente e via Cádis os diamantes transportados pelas embarcações. Dom Manuel de Meneses mandou responder que os navios de Portugal seguiam para portos portugueses e não para outros, e que o Rei devia, caso quisesse as pedras indianas, pedi-las directamente a Lisboa.

A armada de Portugal deu por concluída a missão pelo dia de Natal. Decidiu então Meneses, tendo já recolhido todos os navios chegados da Índia, dirigir-se com as duas armadas para Lisboa. Lá teria chegado se a frota não houvesse sido surpreendida por tormenta inclemente que, dividindo-a e furtando-a de vontade própria, a fez rumar a Bordéus. Era pela costa francesa que andavam os nossos navios quando, a 10 de Janeiro de 1627, foram engolidos um a um pelas ondas. Entre as perdas mais dolorosas, a de duas enormes carracas, cada uma de quase duas mil toneladas, que sozinhas transportavam carga de mais de três milhões de cruzados, soma que hoje equivaleria a vários milhares de milhões de euros. Em cada uma, seiscentos marinheiros e para cima de cinquenta peças de artilharia. Nem armas, nem carga, nem homens se salvaram da fúria do mar. Da armada que saíra de Lisboa para recolher a frota da Índia, foi-se a nau almiranta, navio de 500 infantes e 49 canhões, o São Filipe, de 28 peças e a capitânia, que levou consigo 60 canhões e 479 homens. Naufragou ainda o São José e a Santa Isabel, sobrevivendo a maior parte da tripulação do primeiro e perecendo a totalidade do segundo. Perdia-se em instantes o melhor da Marinha e milhares de marinheiros experientes e habituados à vida oceânica. Da tragédia escreveria Francisco Manuel de Melo nas suas "Epanáforas de vária História portuguesa" que se haviam perdido "tantos pilotos e marinheiros expertos que são as alfaias mais importantes ao adorno e utilidade de uma república".

Não se encontram suficientemente estudados os efeitos do desastre de 1627 sobre o poder naval de Portugal. Parece ao autor destas linhas que os sucessos da Holanda no Oriente não poderão ser dissociados de embate tão duro e repentino como o que foi, para Lisboa, a perda de boa parte da sua marinha na Biscaia. De um momento para o outro, e justamente quando se extremava a luta com a Holanda calvinista pelo controlo do comércio global, Lisboa viu-se privada dos seus melhores navios, de grande parte do seu braço naval e de porção apreciável de tripulações e oficiais de rica experiência marítima. As Províncias Unidas parecem ter usado o intervalo temporal entre o desastre de 1627 e a recuperação da Armada para o sucesso decisivo que seria a conquista, em 1630, da cidade de Recife, que serviria de capital ao Brasil holandês até 1654.

RPB

DELÍRIOS NÓRDICOS

Foto de Nova Portugalidade.

Tal como os chineses há anos pagaram somas astronómicas a historiadores sem escrúpulos, pretendendo fazer crer que Zheng He chegara à América antes de Colombo e ao Cabo antes de Bartolomeu Dias - convidando-se imerecidamente para a mesa dos propulsores da primeira globalização - parece ter chegado a hora de os nórdicos se pretenderem sentar à mesa dos fundadores de civilizações, comparando-se aos gregos, aos romanos, aos espanhóis e as portugueses.

Anda por aí uma vaga torrencial de livrinhos e documentários onde se espalha a ideia de a Europa dever aos vikings a sua construção. É evidente que esses hirsutos e malcheirosos selvagens saídos das cubatas das brumas nórdicas para pilhar, queimar e matar não foram só rapinadores. Coube-lhes abrir o comércio que ao longo do curso do Volga uniu economicamente Bizâncio e o Islão abássida à Europa oriental e do norte, como lhes coube papel assinalável na edificação do Rus. Contudo, as razias, as destruições e a quase erradicação da cultura que provocaram na Irlanda, nas costas de Inglaterra e da França foram tão desastrosos que só dificilmente os poderíamos aceitar como iguais. Só falta aparecer algum historiador a gabar os méritos dos Hunos na construção da civilização. Sejamos claros: a cultura vinking estaria para o século VIII como os piratas somalis para os nosso tempo. Tudo o mais são delírios.

MCB

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

UMA BONITA HOMENAGEM A PORTUGAL NO KREMLIN DE MOSCOVO


Decorre até 25 de Fevereiro a exposição "Senhores do Oceano. Tesouros do Império Português dos séculos XVI a XVIII". O local é o Kremlin de Moscovo, coração do Estado russo, antiga sede dos czares e residência oficial de Vladimir Putin. O texto de apresentação é esclarecedor.

A exposição “Senhores do Oceano. Tesouros do Império Português dos séculos XVI a XVIII” abriu na passada sexta-feira, 8 de Dezembro, e conta com obras provenientes de museus, colecções privadas, arquivos e bibliotecas de cidades como Lisboa, Sintra, Coimbra, Londres, Madrid, Moscovo e São Petersburgo, revela a informação disponibilizada pelo Kremlin.

“Foi o primeiro império colonial da era moderna, com um papel crucial na história do mundo. Os portugueses foram os pioneiros a mudar o sistema de comunicação existente e a ligar as civilizações de África e Ásia com a Europa”, refere a apresentação da exposição, que reflecte as trocas culturais entre Portugal e os domínios em África, na Índia, China, Japão e Brasil.

A exposição termina a 25 de Fevereiro.


A ARTE DA PORTUGALIDADE: BRASIL

Foto de Nova Portugalidade.

Beach in Fortaleza (Praia em Fortaleza), 1910. Obra de Francisco Aurélio de Figueiredo e Melo (1856/1916), escultor, pintor, desenhista, caricaturista e escritor brasileiro.

Sua mais célebre obra foi pintada em 1905 e é intitulada A Ilusão do Terceiro Reinado, que representa o baile da Ilha Fiscal, último grande evento do Império do Brasil. Era irmão de Pedro Américo (1843/1905), outro famoso artista. Francisco Aurélio também é o autor do hino do estado da Paraíba.

Fonte: Revivescência Tradicional


HOJE, EM LISBOA, COM ENTRADA LIVRE: CONFERÊNCIA SOBRE CRISTÓVÃO COLON



Publicada por 

REAL PEREGRINAÇÃO AO SANTUÁRIO DE Nª SENHORA DA CONCEIÇÃO EM VILA VIÇOSA


Imagens da Procissão Solene e da Eucaristia da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria, Rainha e Padroeira de Portugal, no Santuário em Vila Viçosa, com a presença de SS.AA.RR. Os Duques de Bragança e S.A. o Infante D. Miguel, Duque de Viseu.

Real Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa
Vila Viçosa, 8 de Dezembro, 2017